quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Liberdade e amor!

A crônica deste blog que é mais acessada e comentada é  "Ninguém me ama" http://www.dulcineacassis.com/2007/09/ningum-me-ama.html, publicada em setembro de 2007.

Volta e meia alguém deixa um comentário, na maioria anônimo, falando um pouco como se sente em relação ao tema, e, muitas vezes, pedindo ajuda.

Fica difícil ajudar, sem saber todo o contexto, mas sempre que posso, escrevo um pouco mais sobre o assunto, levando o leitor a fazer algumas reflexões.

Hoje alguém escreveu: 'Costumo dizer o que penso e nem todo mundo aceita né? e quando vejo alguém agindo de forma que considero injusta,mentirosa,falsa eu não aguento e por mais que eu tente, solto alguma coisa que seja pra pessoa se tocar. Então algumas pessoas as vezes que me são até importantes se afastam e isso me causa mt sofrimento.".

Respondi como comentário, que aqui desenvolvo um pouco mais:

Em primeiro lugar, "nem Jesus Cristo agradou a todos". Seria impossível ser amada/o e querida/o por todas as pessoas, indiscriminadamente, sem agir com falsidade. As pessoas fazem as suas escolhas sociais, a partir de sua percepção da realidade própria e do outro.

Geralmente, nos aproximamos e escolhemos estar com as pessoas que possuem os mesmos valores e fatores culturais de identificação. As pessoas  pensam e agem diferente umas das outras, mas não, necessariamente, precisam concordar em tudo para conviverem em harmonia. 

Uma das fontes de  dificuldades de relacionamento é gerada pelo desejo de que  todos pensem e conduzam as suas vidas do que jeito que elas acham que seria melhor. Isso gera grandes conflitos. É preciso entender e aceitar que cada pessoa tem a liberdade e o direito de tomar suas próprias decisões, mesmo que sejam diferentes das decisões que você iria tomar. Isso se aplica nas escolhas de partidos políticos, religião, time de futebol e até nas decisões sobre que curso fazer, em que loja comprar, estilo de vida etc.

Vale a pena refletir sobre os motivos que nos levam a querer dar palpite na vida dos outros. Apesar de que muitas vezes, queremos dar a nossa opinião sobre a vida do outro, na melhor  e mais nobres intenções, cabe lembrar que nem todo mundo está preparado para ouvir a nossa opinião, no momento que nós achamos que ela deveria ouvir. As pessoas nem sempre aprendem e mudam o seu comportamento porque o outro interfere. Às vezes é preciso que elas aprendam com a própria experiência. 

E quem somos nós para saber o que é melhor para o outro? Para entender os motivos do outro? Melhor deixar cada qual seguir seu caminho, sem deixar de ama-los, quando nos são caros. Quando o outro quiser a sua opinião, se existe um vínculo de confiança, ele vai solicitar e, aí, sim, é hora de opinar, mas deixando a liberdade para que o outro faça a sua própria escolha.

Dar liberdade para o outro ser do jeito que é,  é uma forma de amor!

domingo, 11 de janeiro de 2015

É isso!

Tenho certeza de que não tenho certeza.
De que a minha verdade, na verdade, pode não ser a sua verdade.
A realidade minha é diferente da sua.
Sei que não sei de nada.
O nada pode ser tudo e o tudo pode ser nada.
O passado já passou e o futuro ainda não chegou.
O presente é um presente presente.
Posso chorar de alegria e sorrir na desgraça.
A graça é de graça.
A felicidade está mais perto da paz do que da alegria.
E mesmo na tristeza posso ser feliz.
Não preciso que você concorde comigo, mas respeite em mim o que é diferente de você!
Não quero esperar nada do outro, porque o mínimo que chegar já é bom.
Fazer o que gosto é prazer e o que não gosto, faz parte.
Já vivi muito nesta vida e o que vier pra frente é acrescimo,
É isso...