quinta-feira, 30 de maio de 2013

PINTANDO O QUATRO… ARGILA, PINTURA ESPONTANEA, MANDALAS E O QUE 'PINTAR"...

Geralmente, falamos em "pintar o sete", referindo-nos a fazer bagunça… Mas essa proposta é muito diferente!

A Oficina "Pintando o quatro", não é apenas uma proposta de arte plásticas, nem tão pouco, arte terapia… vai muito além disso. Ela tem por objetivo, trabalhar os aspectos da quaternidade, a dimensão oculta, inconsciente, através de recursos das artes plásticas.

A completude ideal é o circulo, que não tem começo nem fim, símbolo do infinito, do Si-mesmo, do Self, mas a sua divisão natural é a divisão em quatro partes. Por isso escolhi esse nome para a oficina!

Trata-se de uma proposta de trabalho de auto-conhecimento, destinada, especialmente, às pessoas que desejem entrar em contato com o seu Eu mais profundo. Recomenda-se  às pessoas que estão em processo de análise ou tenham interesse em inicia-lo. Mas também as pessoas que desejam apenas participar sem tentar "entender" ou "psicologizar" muito, são bem vindas. Pois o fato de expressarem suas imagens inconscientes de forma plástica, sem nenhuma interpretação, por si só, já leva ao processo de cura ou de individuação.

Nessa oficina o objetivo é possibilitar um contato mais profundo com imagens do inconsciente pessoal e coletivo que surgem espontaneamente no trabalho com argila e na pintura. Na segunda etapa, à tarde cada participante tem a possibilidade de construir sua própria mandala.

HISTÓRICO
Óleo sobre tela, 1990, Dulcinéa Cassis
A construção dessa proposta remonta ao ano de 1990. Na época eu matriculei-me num curso de pintura   a óleo sobre tela, no estilo impressionista. Pintei alguns quadros de natureza morta, que guardo até hoje. Mas logo cansei de modelos estruturados. Algo mais forte dentro de mim, pedia-me para jogar tinta naquelas telas brancas. Eu simplesmente não tinha paciência para pintar natureza morta! Eu tinha muita vida dentro de mim, pulsante que queria vir à tona, precisava me expressar… e foi assim que abandonei as aulas e rompi com o processo estruturado de pintura passando a pintar espontaneamente. Chegou ao ponto de não ter mais onde guardar tanta tela e nem recursos para comprar tanto material, pois a tinta a óleo e as telas são de alto custo. O quadro acima foi o mais significativo deles, que retratava o momento em que eu estava vivendo o meu processo de busca interior.
O quadro de 1991, Pirenópolis, com Susan Belo
Foi nessa época que conheci a psicóloga Susam Belo, que morava em Brasília naquela época. Susan, havia desenvolvido inicialmente seu trabalho baseado no trabalho da pioneira no trabalho com imagens do inconsciente, Nise da Silveira, com quem trabalhou no Rio de Janeiro. E no ano de 1991 participei de um de seus workshops na cidade de Pirenópolis. Susan posteriormente defendeu sua tese de doutorado nessa área, de Pintura Espontânea. Com Susan pintei um outro quadro, para mim também significativo, e aprendi técnicas de custo mas acessível, o que nos possibilita ousar mais deixando fluir mais as imagens do  inconsciente. 
Em outras ocasiões participei e ministrei trabalhos nessas linhas. Mas,  partir do ano 2000, eu que já tinha a minha formação nas linhas de Psicodrama, que enfatiza a Centelha Divina e a Espontaneidade, além de outros estudos nas áreas de terapias corporais e vários que integravam Espiritualidade, terapias corporais e psicanálise, passei a investir mais fortemente nos estudos de Psicologia Analítica e de Psicologia Profunda. mas só agora, tenho a oportunidade de congregar tudo isso no meu próprio espaço de trabalho, com essa proposta. O trabalho foi inaugurado em 2012, com a proposta semanal, às quintas feiras à tarde. Mas muitos clientes e outras pessoas interessadas não poderiam participar. Ora fazíamos pintura, ora, mandalas.  Agora, integraremos a argila, a pintura e as mandalas, todo o trabalho num mesmo dia. 

INFORMAÇÕES:

Sábado, dia 8 de junho, das 9h30 às 17h 
Local: CLSW 300B, bloco 3, sala 20
Investimento: R$ 250,00 (incluindo alimentação)
Inscrições: dcassis@gmail.com

Confeccionada por minha filha Ednéa, com tecidos da Africa,
com meus antigos colares desmanchados de sementes e pérolas
Confeccionada por mim, com pintura, e objetos presenteados por pessoas queridas.
Dessa mandala, feita em pintura, eu fiz um centro de mesa.

Confeccionada pela minha filha Ednea,
com a minha letra, fica na porta da sala