quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ZAHIA - CASA DE AVÓ!

Nesta manhã tive mais uma de minhas alegrias no Zahia!

A cena que sempre se repete: chega uma cliente, com etiqueta da Maternidade Brasília, que é aqui ao lado, procurando alguma coisa para comer e levar para o hospital. Geralmente são os avós, que acabaram de ter a alegria e o alívio de verem a carinha de seu/sua tão esperado(a) netinho(a)!

E eu, que acabo de passar mais uma vez por essa maravilhosa experiência, da "vóternidade", tenho agora potencializada essa alegria de poder compartilhar esses momentos…

Hoje foi a Sueli quem chegou, logo cedo! Sua netinha acabara de nascer! Estava feliz, emocionada! Veio comprar pão de queijo e café para os outros avós, o pai e quem mais lá estivesse.

Foi logo me contando: "Já tenho outros netos, mas a emoção é sempre enorme!"

Sei disso, Sueli! E é prá você, essa postagem de hoje! A gente não tem nem palavras pra expressar essa alegria que é o nascimento de uma netinha ou netinho!

Ficamos lá as duas, conversando um pouco, falando dessas coisas, nessa manhã de quarta-feira.  Ela, com pressa de levar logo um lanche para os demais. Eu, feliz, emocionada com a felicidade da Sueli, e com a minha própria emoção, revivida, a cada avó que chega aqui trazendo a sua emoção!

Quando ela se foi, eu fiquei com meus pensamentos, que me remetem, não só à minha própria e nova experiência de ser avó, mas também à divina inspiração de ter aberto nesse local, uma casa que acolhe as pessoas com esse jeitinho de casa de avó,  com o nome da nossa própria avó:  ZAHIA!

Um dia alguém me falou que, em árabe, Zahia significa esplêndida, brilhante!

Tem palavras melhores para expressar como a gente se sente quando nasce um filho ou filha, de um filho ou filha da gente?


Dulcinéa Cassis



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

LUANA!


Luana chegou!
Cheia de mistério como a lua, fez suspense para nascer!
Cheia de charme e beleza, como toda mulher deve ser!
Que aprendam a esperar por mim desde já… esse foi o recado que ela, soberana, quis dar!
Majestosa, a princesinha estava esperando o dia certo para nascer.
Nasceu no dia três, como mamãe e vovó!
Agora somos três, as mulheres do dia três!
Três gerações do feminino, herança intuitiva, de saberes e segredos, que ela já traz em seu nome:
Luana, filha da luz, iluminada, intuitiva!
Reporta-se também à figura da mítica Helena, de beleza sedutora e deslumbrante!
O que eu sei, é que a nossa Luana, hoje é uma meiga menina, quietinha, calminha como sua mãezinha, desde que nasceu…
Criança tão esperada, planejada, chegou para o casal Ednea e Ricardo, já amadurecidos, preparados e ansiosos para recebe-la!
Com certeza traz em sua bagagem, muita felicidade para todos nós, seus pais, seus avós, seus tios
e os priminhos, com quem haverá muito de brincar!

Seja bem vinda, Luana querida, minha neta, filha de minha filha,
Minha descendência  feminina!
Que tenha a Fé menina, cristã como a nossa tradição!
Que cresça em estatura, formosura, inteligência, sabedoria, graciosidade,
e Graça, diante de Deus, da família e da comunidade!
Que o mundo e o universo que a recebem possa se transformar com a sua presença!
Que a sua amorosidade possa transformar as relações!
Que a sua alegria possa alegrar os nossos corações!
Que o nosso Deus, nosso Pai Celeste, Filho e Espírito Santo, esteja sempre com você,
Abençoando-a e  orientando-a, desde agora e para sempre!
Amém!

sábado, 31 de agosto de 2013

Mariana e Daniel, uma história de amor no Zahia...



Era uma vez uma bela moça e um belo rapaz que moravam no Sudoeste, bem pertinho do Zahia. Acordaram num feriado e resolveram tomar café da manhã no Zahia. Chegaram lá, o Café estava fechado… conversa vai, conversa vem… os dois se conheceram melhor! Para encurtar a história, começaram a namorar e passaram a marcar ponto todos os dias no Zahia! 

Hoje tive a alegria de receber o convite de casamento dos dois!

Essa é uma das muitas histórias de amor do Zahia! 

Gosto de dizer que aqui eu ouço e acontecem as histórias de amor…

Nada mais gratificante para quem tem duas profissões! No consultório, como psicóloga, as pessoas me procuram por causa de suas histórias de dor! No Café, possibilitamos que as pessoas vivam e nos contem e comemorem suas histórias de amor!

É muito gratificante também quando os ex-clientes do consultório que já tiveram alta, voltam aqui para comemorar as suas vitórias e trazem seus novos amores para me apresentar!

E assim vou levando a vida, entre as histórias de amor e de dor, fazendo também, que toda dor, possa ser transformada numa história de amor!

Obrigada Mariana e Daniel, por compartilhar conosco sua presença e esta linda história de amor!

domingo, 11 de agosto de 2013

E A VIDA CONTINUA….

E a vida continua…
nas sementes plantadas,
nos exemplos deixados,
nos escritos lidos, não lidos e nos relidos,
nos questionamentos, nas brigas e desafetos,
nas queixas resolvidas e não resolvidas,
nas separações e junções,
nas mágoas, nas raivas e nos amores,
nas noites mal dormidas,
nos esquecimentos dos atos falhos,
nos tribunais de certidões rasgadas,
nas confissões  de sacristia, de  consultório, ou de alcova...
a vida continua entre crianças e amantes...
a vida continua nas noites dançantes,
nos parques andantes, e verdejantes,
nas praias ensolaradas,
nas matas, entre rios e cachoeiras…
a vida continua na correria da cidade,
entre ambulantes e mercantes.
a vida continua entre vadias, mendigos bêbados e drogados,
a vida continua nos templos e nos terreiros,
a vida continua, entre crédulos e ateus..
a vida continua neste e no outro mundo…
quer você queira, ou não!

terça-feira, 18 de junho de 2013

A HISTÓRIA DO GIGANTE QUE MUDOU







Queridos netos Martín e Luana,

Sentem aqui no colo da vovó, que eu quero contar uma história para vocês…

Essa é uma história verdadeira!

Era uma vez, um Gigante que mora no planeta Terra.

Ele sempre foi muito lindo e bem grande! Desde que nasceu, e que as pessoas o descobriram, todos queriam ser dono dele! Ele foi crescendo, crescendo, e a cada dia ficando mais forte.

Uma vez, eu me lembro, eu tinha uns dez anos, ele começou a espernear, pois queriam fazer com ele muitas coisas que ele não concordava. Aí começaram a bater nele, tamparam a boca dele, pra não deixar ele falar!!! Foi muito triste… O Gigante ficou tão triste, tão triste, mas tão triste mesmo, que desistiu de espernear… ele, então, passou a ficar bonzinho…

Com o passar dos anos, o Gigante foi crescendo, crescendo, mas como ele não percebia a sua força, as pessoas foram fazendo ele de bobo, foram roubando ele, e ele nem reclamava mais, pois ele já tinha desistido de espernear e de reclamar… ele até já tinha se conformado em fazer papel de bobo!

Mas um dia, ele não aguentou mais!!!

Então, parece que uma força lá dentro dele, voltou a vibrar! Ele então descobriu que os seus braços e as suas pernas eram muito mais fortes do que ele imaginava!!! Ele percebeu que sua voz tinha engrossado! Ele decidiu então que não ia mais deixar ser enganado nem roubado por ninguém!!!

Nesse dia, ele foi às ruas e disse: ESTÁ NA HORA DE MUDAR!!! NÃO ACEITO MAIS SER TRATADO ASSIM!!!!

A partir desse dia, a história do Gigante mudou!!!

Com certeza, o final dessa história, são vocês quem vão escrever e contar…

O nome do gigante é BRASIL!!!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

PINTANDO O QUATRO… ARGILA, PINTURA ESPONTANEA, MANDALAS E O QUE 'PINTAR"...

Geralmente, falamos em "pintar o sete", referindo-nos a fazer bagunça… Mas essa proposta é muito diferente!

A Oficina "Pintando o quatro", não é apenas uma proposta de arte plásticas, nem tão pouco, arte terapia… vai muito além disso. Ela tem por objetivo, trabalhar os aspectos da quaternidade, a dimensão oculta, inconsciente, através de recursos das artes plásticas.

A completude ideal é o circulo, que não tem começo nem fim, símbolo do infinito, do Si-mesmo, do Self, mas a sua divisão natural é a divisão em quatro partes. Por isso escolhi esse nome para a oficina!

Trata-se de uma proposta de trabalho de auto-conhecimento, destinada, especialmente, às pessoas que desejem entrar em contato com o seu Eu mais profundo. Recomenda-se  às pessoas que estão em processo de análise ou tenham interesse em inicia-lo. Mas também as pessoas que desejam apenas participar sem tentar "entender" ou "psicologizar" muito, são bem vindas. Pois o fato de expressarem suas imagens inconscientes de forma plástica, sem nenhuma interpretação, por si só, já leva ao processo de cura ou de individuação.

Nessa oficina o objetivo é possibilitar um contato mais profundo com imagens do inconsciente pessoal e coletivo que surgem espontaneamente no trabalho com argila e na pintura. Na segunda etapa, à tarde cada participante tem a possibilidade de construir sua própria mandala.

HISTÓRICO
Óleo sobre tela, 1990, Dulcinéa Cassis
A construção dessa proposta remonta ao ano de 1990. Na época eu matriculei-me num curso de pintura   a óleo sobre tela, no estilo impressionista. Pintei alguns quadros de natureza morta, que guardo até hoje. Mas logo cansei de modelos estruturados. Algo mais forte dentro de mim, pedia-me para jogar tinta naquelas telas brancas. Eu simplesmente não tinha paciência para pintar natureza morta! Eu tinha muita vida dentro de mim, pulsante que queria vir à tona, precisava me expressar… e foi assim que abandonei as aulas e rompi com o processo estruturado de pintura passando a pintar espontaneamente. Chegou ao ponto de não ter mais onde guardar tanta tela e nem recursos para comprar tanto material, pois a tinta a óleo e as telas são de alto custo. O quadro acima foi o mais significativo deles, que retratava o momento em que eu estava vivendo o meu processo de busca interior.
O quadro de 1991, Pirenópolis, com Susan Belo
Foi nessa época que conheci a psicóloga Susam Belo, que morava em Brasília naquela época. Susan, havia desenvolvido inicialmente seu trabalho baseado no trabalho da pioneira no trabalho com imagens do inconsciente, Nise da Silveira, com quem trabalhou no Rio de Janeiro. E no ano de 1991 participei de um de seus workshops na cidade de Pirenópolis. Susan posteriormente defendeu sua tese de doutorado nessa área, de Pintura Espontânea. Com Susan pintei um outro quadro, para mim também significativo, e aprendi técnicas de custo mas acessível, o que nos possibilita ousar mais deixando fluir mais as imagens do  inconsciente. 
Em outras ocasiões participei e ministrei trabalhos nessas linhas. Mas,  partir do ano 2000, eu que já tinha a minha formação nas linhas de Psicodrama, que enfatiza a Centelha Divina e a Espontaneidade, além de outros estudos nas áreas de terapias corporais e vários que integravam Espiritualidade, terapias corporais e psicanálise, passei a investir mais fortemente nos estudos de Psicologia Analítica e de Psicologia Profunda. mas só agora, tenho a oportunidade de congregar tudo isso no meu próprio espaço de trabalho, com essa proposta. O trabalho foi inaugurado em 2012, com a proposta semanal, às quintas feiras à tarde. Mas muitos clientes e outras pessoas interessadas não poderiam participar. Ora fazíamos pintura, ora, mandalas.  Agora, integraremos a argila, a pintura e as mandalas, todo o trabalho num mesmo dia. 

INFORMAÇÕES:

Sábado, dia 8 de junho, das 9h30 às 17h 
Local: CLSW 300B, bloco 3, sala 20
Investimento: R$ 250,00 (incluindo alimentação)
Inscrições: dcassis@gmail.com

Confeccionada por minha filha Ednéa, com tecidos da Africa,
com meus antigos colares desmanchados de sementes e pérolas
Confeccionada por mim, com pintura, e objetos presenteados por pessoas queridas.
Dessa mandala, feita em pintura, eu fiz um centro de mesa.

Confeccionada pela minha filha Ednea,
com a minha letra, fica na porta da sala



segunda-feira, 29 de abril de 2013

NINHO VAZIO????


Outro dia eu estava sentada à mesa do Zahia do Deck Norte, quando uma leitora passou por lá e me pediu para escrever sobre esse tema!

Ela passou correndo, era sua corrida hora do almoço. Pelo que entendi está passando por essa fase em que os filhos começam a sair de casa.

Na hora, lembrei da minha primeira cena, quando meu filho primogênito saiu de casa.. e foi difícil, pois ele nem completara 17 anos e já tinha sido aprovado no vestibular da USP em São Paulo. Era um misto de alegria, orgulho e dor da partida precoce de um filho adolescente que tão cedo entregamos ao mundo, com nosso coração apertado, sem saber se um dia teremos ele de novo conosco morando em nosso lar.

Sentimentos também de incerteza se lhe demos a melhor educação.. se a bagagem de amor, carinho e orientação para a vida foram suficientes para a jornada que eles ainda não sabem, mas nós, como pais, sabemos que eles irão encontrar…

Minha leitora passou correndo, como correndo são os nossos dias e apressados são os nossos filhos para a corrida da vida que lhes espera!

Nessa hora, vale lembrar as sábias palavras do filósofo libanês Gibran Khalil Gibran

"Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."

Ela passou por mim correndo também como uma flecha…

E eu continuei sentada almoçando na companhia da minha filha e sócia, que um dia também saiu de casa e agora está à espera de sua primeira filha…

segunda-feira, 8 de abril de 2013

CASA DO LAGO, REFLETINDO, NAS AGUAS DOURADAS, A ALMA DA GENTE



Trimmmm… Chegaram? Então acende todas as luzes… Dá licença, que eu vou recebe-los…  E é assim,  com esse jeito de quem recebe os amigos em casa, que a prima Diva, recebe seus hóspedes na Casa do Lago.

A minha história desse magnífico final de semana começou quando eu inventei de investigar sobre a história da família Cassis, da migração, e da sua relação com o sacerdócio na Igreja Ortodoxa, já que Cassis, não é necessariamente, um sobrenome, mas significa que houve na família algum sacerdote. Fomos criados  em Brasília, longe da família do meu pai,  que é toda do estado de São Paulo. Depois que ele se foi, com a abertura do Zahia e posteriormente com a minha aproximação da Igreja Ortodoxa e da comunidade árabe, veio a curiosidade de investigar mais sobre as minhas raízes árabes, sobre a história da migração. 

E foi aí que descobri a Diva Nassar, filha da tia Chafika Cassis, que era irmã do meu avô Miguel Nassif Cassis e, fiquei sabendo, também prima e muito amiga da minha avó Zahia.

E que descoberta... é ela, a Diva, a proprietária da Casa do Lago, que fica na região sudoeste do estado de São Paulo. Para a minha alegria, ela estava durante a semana em São Paulo e fui visita-la na casa de sua irmã mais velha, a Violeta. Lembrei daquela casa na Vila Madalena. Fui lá quando criança, que nas minhas lembranças infantis era um casarão, que me impressionara pela suntuosidade e pela amorosidade da receptividade das primas. Eu tinha nove anos, mas lembrava-me do corrimão dourado da escada, dos deliciosos doces servidos e da cabecinha branca da matriarca.

O papo alegre naquele almoço de terça-feira  tornou-se numa
gostosa identificação, pelas históricas raízes gastronômicas da família. Do gosto pela culinária, do jeito de receber os clientes, até às dificuldades enfrentadas, como todas nós empresárias enfrentamos, percebi naquele bate-papo  informal  que aquele encontro não ficaria por ali…

Não preciso dizer mais nada… fui parar no feriadão da Semana Santa naquele pedaço de paraíso

Indescritível sensação de chegar  lá e ser recebida pela Diva, pela equipe, pela natureza, pela casa, que envolve e aconchega... cada detalhe, uma história.  Desde o quadro pintado pela irmã Odete, até os ninhos de passarinho e a casa  de marimbondo,  tudo tem história naquela casa!

História da Diva, história do campo, que é a história da vida de gente como a gente! De gente que vive e sofre, e guarda as lembranças das músicas e dos filmes, das histórias que a vida nos faz viver: "eu sou do tempo do ban-daid no calcanhar, do whisky com guaraná", ela fala, fazendo questão de oferecer seus drinks para os hospedes que, invariavelmente, acabam se tornando amigos e acabam voltando, pois realmente adotam a Casa do Lago como a sua casa de campo!

Para mim foi uma agradabilíssima descoberta... fui buscar raízes históricas. Confesso que não consegui descobri muitos dados concretos, mas pude constatar uma coisa muita importante: nosso tempero, o autentico tempero libanês, tradicional do sul do Libano permanece o mesmo. 

É a tradição familiar que passa de mãe para a filha, de sogra para a nora. A cebola dourada da mjadra, a combinação de cebola com hortelã para o quibe e alho com canela para o charuto… segredos da cozinha libanesa. Só quem entende a fundo a cozinha árabe consegue distinguir essa diferença. Não existe apenas uma cozinha árabe. Quibes, charutos e esfihas todos fazem, mas a autentica cozinha libanesa tem suas peculiaridades na especificidade do tempero, de acordo com a região... e isso eu pude constatar nessa visita à Diva e à sua requintada Casa do Lago. 

Ambas as cozinhas tiveram em sua origem as matriarcas Chafika e Zahia. Duas amigas e cunhadas... e ficávamos lá, eu e a Diva, sentadas na mesa, estrategicamente posicionada ao canto, enquanto ela cuidadosa Chef, e proprietária, observava todos os detalhes do atendimento aos seus seletos clientes, conversando sobre sabores e temperos. 

E eu de vez em quando viajava no tempo, imaginando que um dia, talvez, lá no passado, em Catanduva, minha avó Zahia e a tia Chafika, tomando café, sentadas à mesa trocavam também suas receitas e comentavam sobre o preço da berinjela e do tomate e as novidades e dificuldades de se encontrar os temperos para comprar…

Chegar na Casa do Lago e parar para conversar, para parar de pensar na vida... para sentir o cheiro de mato, para sentir a brisa, para olhar o por de sol refletindo no lago, para olhar o ceu estrelado em dia de lua nova

A alma da gente pede

A alma da gente precisa viver isso de vez em quando!

Porque num lugar como esse, a gente pode conhecer o mais importante que existe, que é o mais íntimo da gente, quando se pára no tempo e nos permitimos sentir!

Apesar do acesso pela Sky à programação da TV e a uma variedade de DVDs à nossa disposição, não deu vontade de fazer outra coisa, a não ser dormir bastante, levantar cedo para acompanhar a ordenha do gado, caminhar pela região. Quem queria ia andar de bicicleta, a cavalo e charrete, tomar sol e conversar à beira da piscina.

O grupo é seleto, o papo é bom... aqui ninguém se sente sozinho. A natureza acolhe a gente, a Diva nos acolhe e todos nos acolhemos uns aos outros, numa intima comunhão de pessoas que se fazem como velhos conhecidos, que talvez nunca mais venham  a  se encontrar. Mas certamente ficará, na troca desse encontro de fim de semana, uma lembrança de gosto de antigamente,  de gosto da terra de gente que tinha tempo para parar o tempo para as coisas essenciais da vida. 

Esquecer que o relógio anda, que a vida corre! 

A natureza é santuário soberano, que nos leva ao nosso templo interior!  Leva-nos a entrar em contato com a preciosa essência divina, intima nossa e do outro que está ali, diante de nós!

Obrigada Diva, por esse Encontro!

Por esse Espaço, por esse Santuário!



sábado, 6 de abril de 2013

Pensando bem….sabe que é melhor assim?

E eu toda faceira, agora que sou avó, fui à São Paulo visitar o Martín!

Mas já fui logo prevenida: Não será possível hospeda-la!

-"Como assim???" me perguntaram, "você foi visitar o seu neto e não ficou na mesma casa?"

-"Não", eu respondia com tranquilidade. 

E sabem? Achei ótimo! Fui pro hotel e dormi bastante… coloquei o meu sono em dia! Visitei meus amigos e primas, fiz as coisas que gosto de fazer em São Paulo!

Esse é o novo modelo de maternidade e paternidade. Pai e mãe cuidam juntos do bebê e as avós, que antes ajudavam, agora ficam à parte. Muito melhor assim!

Antigamente o cuidado com os filhos era encargo das mulheres. E como um recém nascido dá trabalho!!! Por isso era papel da avó ajudar… O pai ficava à parte. Nem havia licença paternidade!!!

Hoje os tempos são outros. Os pais, felizmente, estão assumindo o seu papel no cuidado com os filhos, desde antes do nascimento. Participam da gravidez, e até do tradicional chá de bebê, que agora, virou "chá de beber", com a maciça participação masculina. Uma verdadeira festa para comemorar antecipadamente a chegada da criança, receber antecipadamente os presentes, evitando as visitas logo após o nascimento, quando todos estão envolvidos e meio atrapalhados com a chegada do novo participante da família.

Dessa forma, com o pai participativo, o papel da avó, que antes era mais ativo na ajuda aos cuidados, passa a ser não menos necessário, mas diferente.

Na minha visão, como matriarca, nós, as avós, que atualmente temos muitas outras atividades, nos realizamos com a chegada de nossos netos, sim! E que delícia, apreciar essas criaturinhas adoráveis e rever nas carinhas e nos gestos, renascer neles os nossos antigos bebês…

Mas também temos outras realizações. Não podemos restringir nossas vidas apenas a curtir netos, com os risco de nos tornarmos insuportáveis, ansiosas ao extremo, chatérrimas!

Precisamos estar ali, prontas para caso precisem de nós… mas é tão melhor ver que eles, os pais, sabem  cuidar tão bem de seu filho!! É tão bom saber que eles realmente não precisam de minha ajuda… ufa!!! que alívio!!! 

Esse é o novo modelo… e quem ainda não percebeu, está fora de moda… pai que não cuida de filho, que se cuide… daqui a pouco a mãe arruma um "tio"que ele vai chamar de pai… vó que quer dar palpite demais na vida dos netos, também se cuide… os tempos mudaram, no seu tempo era diferente, sim, com certeza… mas quem deve decidir sobre a vida dos filhos, são os pais. 

Assim como não é saudável os pais viverem só em função dos filhos, também não é saudável, os avós viverem só em função dos netos. Na terceira idade é importante buscar outras atividades: esportes, grupos de convivência, artes, projetos sociais etc. Ter seus próprios programas e compromissos…

E os netos?? Visitar, amar, presentear, paparicar… amor nunca é demais… orar por eles e abençoa-los… sem medida! Esse, para mim é o verdadeiro papel dos avós!

domingo, 10 de março de 2013

TIM, TIM… Nasceu o Martín!

Ele só estava esperando arrumarem o quarto dele… 

Num final de semana, os pais, sempre muito ocupados, fizeram a bela festa do "chá (chop) do bebê'…  tinha pra mais de 100 pessoas… ganhou mais de 1500 fraldas e um montão de presentes!  A vó Néa e a tia Ednea foram de Brasília com as comidinhas árabes que ele ficou com vontade de provar… a Vó Sarita fez Cup cake com a receita favorita do bolo da mamãe Carol!!! E ele, lá dentro daquela barriga apertada, perdendo aquela festança!!! 

Que agonia ele devia estar sentindo… o dono da festa sem nem poder provar o caramelo salgado da lembrancinha… "por favor guardem um pouquinho pra mim!!!", gritava ele lá de dentro da barriga da mamãe, na esperança de que alguém o escutasse e entendesse a sua linguagem de bebê…

Mas ainda faltava o berço, o quarto… No final de semana seguinte foram providenciados! Com direito a foto no Facebook!

Pronto! Agora já posso nascer! E foi assim, que ele decidiu! Tirem-me logo daqui! Quero entrar logo nessa festa! Quero dar as minhas caras pro mundo! Quero abraçar logo vocês! A barriga da mamãe CAROL é gostosa, mas quero ir também para os braços do papai LUIS HENRIQUE! Tenho certeza que ambos vão ser pais muito legais! E eu já sou e serei uma criança sempre e um adulto também muito feliz!!!!

Na visão filosófica, diz o Mito de Er, na obra na obra A República, de Platão,  que cada pessoa entra nesse mundo tendo sido chamada. E que escolhemos o corpo, os pais,  o lugar e as circunstâncias que vão servir à alma e que, segundo o mito, pertencem à sua necessidade!

Na visão espiritual, Deus tem um plano para a vida de cada pessoa Ele olha por todos nós! Cuida de nós, deste antes de nascermos e escolhe todas as circunstâncias, a família, o local, o momento certo de nascermos! Deus nos ama e cuida de nós!

Seja bem vindo, Martín!!!! Obrigada por ter nos escolhido como sua família! Nós te recebemos de braços abertos!!! Nosso carinho é todo para você! 

Nós o estávamos o aguardando com muita expectativa e ficamos muito contentes de você ter antecipado a sua chegada!

Somos gratos a Deus pela sua vida! Ela já é uma bênção para todos nós!

Vamos ter muito tempo para estar juntos…

Em breve irei visita-lo!

Com amor,


Vovó Néa

sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHERES QUE ALIMENTAM A ALMA DA GENTE!



Nesse dia da mulher, desse ano de 2013, quero fazer uma homenagem muito especial!

Não somente a todas as mulheres do mundo…

Nem tão pouco a alguma mulher em especial!

Quero homenagear a um grupo que, para mim, é um grupo muito especial de mulheres!

É o grupo das mulheres colaboradoras do Zahia Café & Kebab!

Desculpem-me nossos colaboradores do sexo masculino, mas hoje peço licença para homenagear nossas colaboradoras. Reconheço que vocês homens também são imprescindíveis e sem vocês no Zahia… não sei o que seria de nós…

Mas, dá licença… que afinal, hoje é o nosso dia! O Dia Internacional da Mulher!

Todos os dias, quando tenho dificuldade para levantar cedo, às 6h30, para abrir a casa, lembro que a essa hora, elas já estão chegando. Moram na Ceilândia, no Recanto das Emas, Santa Maria, Riacho Fundo… pegam ônibus muito cedo, de madrugada.

Nossos clientes, quando chegam para tomar o seu café da manhã bem cedo, podem comer uma salada de fruta fresquinha, o pão de queijo quentinho… pois elas já vão chegando, colocando  o pão de queijo para assar, cortando as frutas… parecem formiguinhas trabalhando de um lado para o outro….


A primeira que chegou aqui, mesmo antes de abrir a casa, e que é o meu braço direito, foi a Silvania, minha irmã em Cristo e subchef. Trouxe com ela a Maria que é, quem enrola os quibes da Dona Yolanda e  trabalha na produção. Hoje a Nete e Neide pilotam a chapa e o fogão e a Lourdes, que chegou agora, segue a trilha dessa equipe de fibra!



Às vezes converso com outros colegas chefs, que dizem que não gostam de mulher na cozinha… outros dizem que só contratam gente jovem. Pois aqui a minha experiência é diferente! Mulher dá certo, sim! E olha que a maioria já passou dos "enta" …



No balcão e café, temos as meninas do atendimento: de manhã a Carla e de noite a Isa. Eficientes, organizadas, atenciosas… conhecem todos os clientes e sabem suas preferencias…









E agora tem também a equipe do Zahia Deck Norte! Lá a equipe é toda feminina: Flávia, Tatiana, Laudeny e Conceição no atendimento e Carol, Alzenir, Marselia, Cirlane, Diana e Luciana na cozinha!

Eta mulherada supimpa! É para todas elas que vai hoje minha merecida homenagem!

Zahia, minha avó, acordava cedo, enrolava os charutos, deixava a panela cozinhando no fogão a lenha e ia para a igreja levando seus filhos, inclusive meu pai… esse é o maior exemplo que temos para seguir: o exemplo de trabalho e de fé cristã!

Aprendemos as receitas aqui do Zahia com a minha mãe Yolanda, outro exemplo de fé, trabalho e coragem!

Somos uma sociedade familiar de três mulheres, Dulcinéa, Marcia e Ednea!

Minha homenagem hoje às mulheres do ZAHIA, essa casa que leva o nome da minha avó, uma mulher de fibra e de fé!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

CURSO DE CULINÁRIA ÁRABE




CURSO DE CULINÁRIA ÁRABE 

Com Dulcinéa Cassis do Zahia Café & Kebab

Local: CLSW 300B Bloco 3, loja 02 subsolo Sudoeste

Cozinha saudável de tradição milenar, tem seus segredos e dicas, passadas de geração em geração. Sabedoria na escolha, mistura e na forma de preparo dos ingrediente, que fazem diferença no resultado. Não apenas receitas, mas um jeito saudável de preparar os alimentos e de se alimentar. A culinária árabe é rica em grãos integrais e nutrientes. Os princípios desse curso se aplicam a qualquer outro tipo de culinária. Ao aprender a preparar as saladas, o participante aprenderá também a higienizar e armazenar corretamente os hortifrutis. Ao aprender a preparar o arroz com lentilha também saberá como preparar o gostoso arroz com feijão, típico prato da culinária brasileira. Ao aprender os michuis (espetos de carne à moda árabe), aprenderá a grelhar corretamente a carne. É um curso, ao mesmo tempo de culinária básica e especializada na culinária árabe. O curso é ministrado em módulos. O participante pode optar em fazer os módulos separadamente ou o curso completo. Será fornecida uma apostila com as receitas e aos participantes que completarem todos os módulos será fornecido certificado.





MóduloCardápiTurmaDia Horário





ICoalhada, Quibes (cru, frito, bandeja, arroz com aletria, tabulesábado12.01.201309h30/12h30





IIHomus, Fatuche, Mjadra, Sopa de lentilha, Kaftasábado25.01.201309h30/12h30





IIIBabaganush, Charuto, Michuissábado02.02.201309h30/12h30





IVFalafel, esfihas, pão pitasábado16.02.201309h30/12h30












INVESTIMENTO FINANCEIRO

Preço por aula R$ 150,00 - incluindo a degustação.


INSCRIÇÕES: cursoculinariaarabe@gmail.com   8145-0700


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

OS AMIGOS DEVEM SER AMIGOS PARA SEMPRE

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações."

(Vinícius de Moraes)



Dizem que tudo o que se faz no primeiro dia de ano, vai se repetir o ano todo! 

Tomara! Eu hoje tirei o dia para descansar! Tomei sol, banho de piscina, curti a família, dormi muito e no final do dia visitei um casal de antigos amigos muito queridos. 

E isso é tudo o que eu gostaria de fazer todos os dias deste novo ano que se inicia!

Mas eu sei que amanhã o meu dia começa as 6h30. O Zahia abre às 7h, tenho compras a fazer, providências a tomar… à tarde tem consultório, pois não estou em férias! Amanhã não é feriado… é dia normal de trabalho e eu tenho uma rotina, tenho minhas atividades!

Mas ao sair da casa dos amigos, minha amiga Maria, me falou: "Você começou o ano bem! Visitando os amigos!" 

Concordo com a Maria! Visitar amigos é bom! Como foi gostoso colocarmos nossa conversa em dia… há quanto tempo a gente não se falava! Moramos na mesma cidade, algumas vezes nos encontramos em algum shopping, mas fazia muitos anos que não sentávamos para conversar

Fui lá porque fiquei preocupada com a saúde do meu amigo! Outro dia nos falamos por telefone, ele disse que iria fazer uma cirurgia. Mesmo sabendo que nessa idade, volta e meia precisamos fazer alguma coisa, eu lembrei o quanto tenho deixado meus amigos de lado

Alguns, aqueles que a gente encontra sempre, ora aqui, ora acolá, vamos atualizando a vida e as conversas, mas há outros, muito queridos, dos quais nos afastamos simplesmente por falta de tempo e oportunidade de se encontrar. 

Agora, com internet e Facebook, ando encontrando muita gente, reencontrando amigos antigos, sabendo notícias, "curtindo" os seus netos também! Mas há aqueles, como esse casal de amigos, que nem pela internet eu estava tendo contato.

Fui lá! Conversamos sobre tanta coisa… sobre nosso presente, nossos filhos, nossas recordações! Como foi gostoso!

Quando cheguei em casa, abri o Face, e lá estava esse lindo pensamento de Vinicius:

"Os amigos, devem ser amigos para sempre!"

Concordo, Vinicius, amigos de verdade, nunca se afastam de verdade! Mesmo que não se encontrem para conversar, suas vidas prosseguem, como se andassem em estradas paralelas, mas a qualquer momento que se queira,  podem voltar a caminhar juntos, no mesmo passo, como se nunca tivessem se separado...