sexta-feira, 28 de agosto de 2009

DOMINGO É DIA DE ENCONTRO


DOMINGO, DIA 30 DE AGOSTO A PARTIR DAS 12h30

ALMOÇO COM A AUTORA

NO LUNNA RESTAURANTE
SHOPPING DECK NORTE
- CA DO Lago Norte

Queridos amigos,

Muitos não puderam comparecer ao lançamento do livro..

Outros foram, mas não tivemos nem um tempinho para conversar...

Outros querem comprar o livro para presentear...

Então, domingo teremos essa oportunidade de nos encontrar, obter o livro, papear...

Será no Lunna Restaurante... um delicioso buffet (a kg) que vale a pena conhecer...

Aguardo vocês!

Meu abraço,

Dulcinéa

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Já voLLtei do RRRiiiiiio GrrAAANNNdEEE !!!!!












Neste último fim de semana aconteceu o lançamento do livro “Bola de Cristal e Varinha de Condão” na cidade de Porto Alegre.

O evento foi muito bem organizado pela Carina, da Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi e muito bem divulgado pela amiga Lucélia, da agência de viagens, a Poltrona 1.

Participei do Programa Gauchesca na Radio Rural da RBS, num bate-papo gostoso com a simpática Luciana Fagundes e com o Bruno Monteiro

O Bagre Fagundes, publicou uma nota sobre o lançamento do livro em sua coluna no Diário Gaúcho. Senti-me muito acolhida, quando ele me chamou de “gaúcha emprestada”. . No Rio Grande do Sul Os Fagundes são referência na promoção da cultura gaúcha.

Fechei minha estadia em Porto Alegre, participando do galpão do Dorotéo Fagundes no programa Galpão do Nativismo da Radio Gaucha

Na roda de conversa, muito informal, que ia ao ar para todo o Rio Grande e este vasto Brasil, o Dorotéo me perguntou porque, em minha opinião, atualmente as pessoas precisam tanto de psicólogo.

Respondi prontamente, sem nem pensar muito: é porque elas não tem tempo para conversar... lembrei da minha última crônica, a Roda de Chimarrão, em que ressalto esse saudável costume gaúcho de sentar para conversar.

Hoje acordei pensando em escrever mais sobre esse tema: a conversa. Até já publiquei uma crônica no livro sobre a “Papoterapia', onde escrevi sobre os benefícios de se ter sempre alguém para conversar. Não é uma psicoterapia, com todo o conhecimento que possui um profissional, mas é terapêutico, ou seja, atua na preservação da saúde mental, emocional e, consequentemente, na saúde física de todas as pessoas.

Há pessoas que não têm com quem conversar. São pessoas que vivem isoladas de outras. Isso é muito comum na velhice, quando as pessoas já estão aposentadas, os filhos já construíram as suas vidas, alguns se separaram de seus cônjuges, outros ficaram viúvos. Com esforço, poderiam se incluir em algum grupo de convivência.

Mas há aqueles que, mesmo ainda mais jovens, também se isolam, voluntaria ou involuntariamente. Muitas vezes até gostariam de se incluir em algum grupo, mas não conseguem pela própria timidez.

Outros vivem solitariamente porque se acham melhores do que outras pessoas e não encontram,em sua visão, “pessoas suficientemente boas que mereçam a sua companhia”. São pessoas soberbas, que se acham melhores do que os outros. Esses sempre ficarão sós...

Mas a grande maioria das pessoas, apesar de participar de vários grupos, como o de trabalho, a família, grupo religioso, grupo esportivo etc, mesmo estando sempre cercadas de pessoas, podem sentir-se solitárias.

Sentem-se solitários porque conversam sobre coisas banais, superficiais, mesmo em família. Não há espaço em suas vidas, ou não existe a habilidade e o costume de uma conversa profunda, de falar sobre seus sentimentos mais íntimos, seus medos, suas angústias, suas pequenas alegrias pelas conquistas que, aos olhos de outrem, podem parecer coisas pequenas, mas que, para ele, é muito importante.

Dessa forma, as pessoas, mesmo convivendo na mesma casa, e até mesmo, dormindo na mesma cama, deixam de se abrir totalmente para o outro, não encontram um espaço para a comunicação profunda, verdadeira, confortante, acolhedora. Essa, para que se torne hábito e constante em sua vida, precisa ser cultivada.

É preciso, primeiro, estar aberto para que a comunicação profunda aconteça. É preciso querer se abrir. É preciso querer ouvir o outro. Parece simples, mas a maioria das pessoas não sabe ouvir. Quando o outro começa falar ele pensa que já sabe o que o outro quer dizer e vai logo respondendo, ou pior, criticando.

Outras vezes quando o outro começa a falar algo que já falou, é logo cortado. A fala repetida é muito comum, principalmente com o avançar dos anos e (segundo os homens) é comum na mulheres. A fala, nesse caso, não tem o objetivo de informar, mas tem o objetivo de reviver a emoção.

Quando estamos alegres, queremos contar para todos o motivo de nossa alegria. Quem é que se torna avô e não sai por aí, contando as gracinhas do neto para todo mundo? Eu tenho alguns amigos que estão estreando nesse papel de avós...não é soberba! Não é orgulho! É curtição daquela criaturinha tão linda ... é a fala repetitiva para expressar a emoção.

Repetimos a fala, também, quando estamos com raiva.. alguém nos cortou no trânsito ou nos fez outra coisa ruim, por exemplo. Contamos várias vezes para esvaziar a raiva, para nos sentir aliviados.

Às vezes estamos tristes... nesses casos, nem sempre repetimos, mas nos fechamos, esperando o outro perceber que estamos tristes e que venha ao nosso encontro...

Enfim...há muito o que se falar e escrever sobre a comunicação.... aqui dei apenas algumas pinceladas, inspiradas pela pergunta do Dorotéo....

Mas fica aqui a idéia de dar continuidade a esse tema.... a pedra angular da construção de todo e qualquer tipo de relacionamento!

Meu agradecimento aos gaúchos que me acolheram em sua “roda de chimarrão”.... Pra dizer a verdade, até nem tomei chimarrão dessa vez... mas, o mais importante, eu fiz... eu tive a oportunidade de conversar... conversei através do livro que levei, conversei nos programas de rádio, conversei com amigas queridas de lá....

Voltei com vontade de voltar!

Meu agradecimento, de coração aos queridos amigos gaúchos.....


Fotos:
À direita, a autora com a psicóloga Marta Echenique,da Federação Brasileira de Psicodrama e referência do Psicodrama em Porto Alegre.

À esquerda, a autora com a senhora Sirley Montana, da Federação das Mulheres Metodistas da 2a região e liderança metodista em Porto Alegre.

Presenças, dentre outras que abrilhantaram o evento e trouxeram muita alegria à autora.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A RODA DE CHIMARRÃO

Não sou gaúcha! Não nasci tão lá no sul. Mas, confesso, gosto dos gaúchos e do seu jeito de ser! Gosto de ver o jeito como mantêm a tradição! Gosto do jeito que falam, sempre usando o tu.

Gosto do seu churrasco! Gosto de sua tradicional música, tocada numa boa gaita de oito baixos!

Gosto tanto dos gaúchos que já houve um dia em que desejei ter nascido lá, por aquelas plagas do Sul! Gosto tanto dos gaúchos que aprendi a tomar chimarrão!

Não sei se o que digo é certo, mas de todo lugar do Brasil, me parece, a roda de chimarão é o único ritual que não é ligado a nenhuma religião. No nordeste tem muito ritual, tem muita procissão, onde católicos devotos buscam as bênçãos dos céus; na Bahia tem o ritual do candonblé; pelo Brasil afora, tem muitos outros rituais...

Ritual é coisa do sagrado. Ritual faz a gente nunca se esquecer de fazer tudo do mesmo jeito. E aí, na repetição, cada vez que se repete, repete de um jeito melhor. Repete lembrando tudo que aconteceu nas outras vezes que se repetiu o ritual.

Ritual não deixa a gente deixar de fazer sempre daquele mesmo jeito. Não deixa dispersar. Não deixa abandonar. O ritual traz concentração. O ritual traz união!

E de todos os rituais que não são chamados de cristãos nem de outras religiões, dos que eu conheço e me lembro, a roda do chimarrão é o que me parece ser o mais cristão!

Primeiro, tem todo um jeito, segundo o que eu aprendi, de preparar a cuia. O mate tem o jeitinho certo de ser arrumado para o topete não desmanchar. A água precisa estar no ponto certo. Não pode ferver, só pode chiar...

Sentados em círculo, o ritual continua.. a cuia do mate quente passa de mão em mão. O primeiro a tomar, pelo que sei e participei, é o que, na minha visão de não gaúcha, é o "dono da cuia". É como um líder que vai enchendo a cuia e vai passando para cada um...quem recebe a cuia vai sorvendo devagar o mate quente, que aquece o corpo. Aquece a alma! Sorve no mate o calor daquela união. É a união da família! É o tempo de conversar!

Quem toma o mate, toma até o fim, até roncar. Não pode dar só uma "tragadinha". Aquela é a sua vez, na roda onde se respeita a ordem. Todos têm a sua vez, têm que esperar o outro tomar. Quem toma não pode demorar muito com a cuia na mão. Não pode se esquecer e parar para conversar. É um ritual de disciplina. Cada um precisa aprender a esperar. Cada um tem a sua vez. Todos respeitam a vez de cada um. Todos esperam a sua vez, com paciência e respeito. Quem tem a cuia, precisa respeitar o direito do outro que está a esperar.

O mate é meio amargo. Não pode adoçar. Afinal, a vida tem amarguras. Mas na união da conversa, assim como o mate perde o amargor, a vida parece ficar menos amarga também.

O mate é quente! O máximo que dá pra aguentar...e, no engolir o mate quente, o corpo frio se aquece. Aquece também a alma da gente.

É na roda de chimarrão que começa o dia gaúcho. Que se colocam em dia as conversas. E no alvorecer, junto com o sol que vem nascendo, eles vão ali, os gaúchos, esperando um dia feliz.

Ao entardecer, na hora que o sol se põe, lá estão eles de novo: na roda de chimarrão! Contam o seu dia e como foram... contam casos engraçados...contam tudo que aconteceu.

Considero a roda de chimarrão um ritual sagrado! Um ritual de união. Um ritual do amor cristão. É na roda que simboliza o infinito, onde não há começo nem fim, que se faz a troca, que se faz a entrega, que se faz o receber da mão do outro o calor do amor, o calor da união, o calor do chimarrão!

Nesta semana, vou para aquelas plagas do sul.... na bagagem levo meu livro... quero mostrar um pouco de mim.

Sei que na volta, a mala virá pesada... pois quero trazer de lá um pouco desse calor! Quero trazer a mala bem cheia desse jeito de ser.

Chimarrão rima com união. Chimarrão rima com coração!

Quero trazer comigo um pouco dessa união, um pouco desse jeito de viver na roda do chimarrão!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

PEQUENAS ATITUDES FAZEM GRANDE DIFERENÇA

Algumas pessoas me perguntam como foi o processo de publicação do livro Bola de Cristal.

A história começou com o blog. Publicava crônicas, sem muita pretensão. Um dia, por ocasião da comemoração de meu aniversário, imprimi uma seleção das crônicas publicadas no blog, encadernei e presenteei algumas pessoas que eu sabia não terem acesso à internet, como meus pais, por exemplo. Quando percebi, tinha quase um livro.

Foi aí que resolvi ir atrás de uma editora que o publicasse. Inscrevi os originais num site que tem o objetivo de promover o encontro entre autores e editores. Paguei uma quantia para isso. Alguns editores se interessaram em publicar o livro... desde que eu bancasse todas as despesas. A que mais me chamou a atenção foi a que sugeriu que eu pagasse as despesas de edição e impressão e eu receberia 10% do valor da capa.... para mim, essa era uma proposta indecente.... Eu pensava: se for para pagar todas as despesas, não preciso publicar livro algum, pois o blog já é uma forma de divulgação de minhas crônicas.

Mas, essa e outras propostas me fizeram pensar na possibilidade de, publicando por conta própria o livro, colocar em consignação em alguns lugares. Eu pensava que isso seria possível; não imaginava o quanto é caro um espaço para se expor um livro.

Foi aí que eu entrei na Siciliano do Liberty Mall, onde tenho consultório, para perguntar como essas coisas funcionam. O vendedor chamou a gerente para conversar comigo.

Ela então me sugeriu que procurasse a LGE, que é uma editora de Brasília. Mostrou-me outros livros editados pela LGE. Eu gostei da qualidade e enviei o original para a editora. Rapidamente obtive uma resposta positiva. O resto da história vocês já sabem....aí está o Bola de Cristal!

Nunca esqueci daquela gerente! Não lembrava o nome dela, mas a atitude que teve foi fundamental para todo esse processo. Ela parou o seu trabalho para me dar atenção naquele momento.

O lançamento foi marcado para a maior loja da Saraiva de Brasília. A Saraiva comprou a Siciliano e, desde então, investindo mais, vem reformando e dando novo formato às suas lojas. A Saraiva do Pátio Brasil, em Brasília, é uma Mega Store – o padrão da Saraiva, que oferece todos os seus produtos, hoje não somente livros, mas papelaria, informática e outras tecnologias também.

Lá também fui muito bem recebida. A gerente da loja, Lilian, me recebeu bem, deu dicas importantes para o lançamento, indicou buffet para o coquetel etc. O lançamento foi um sucesso, graças ao atendimento que recebi dela e de toda a sua equipe.

Ontem, como troquei de smartphone, estava fazendo uma revisão na minha lista de contatos.... adivinha o que eu descobri: o nome daqela gerente da livrariado Liberty que me indicou a LGE!

E sabe o nome dela? Lilian! Foi ela quem trabalhava na pequena loja do Liberty Mall e hoje é gerente da maior loja da Saraiva em Brasília.

Eu, que sou também psicóloga organizacional e do trabalho, posso entender bem porque a Lilian foi promovida. Certamente aquela pequena atitude que ela teve no atendimento que me deu no Liberty há dois anos não foi isolada. Imagino que é um comportamento contumaz. Imagino que ela sempre atendeu bem todas as pessoas que entraram na loja. Por isso cresceu como profissional.

Nessa história todos saíram ganhando. A Lilian cresceu na empresa, eu publiquei um livro, a LGE descobriu uma escritora, a Saraiva tem em mãos um bom livro para vender e todos vocês têm a oportunidade de ler e presentear um bom livro!

A atitude da Lilian me lembra um jargão que sempre usamos nos cursos de desenvolvimento nas empresas: Pequenas atitudes fazem grande diferença!


À Lilian e sua equipe, à LGE e à Saraiva, minha gratidão!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A SEMENTE FOI PLANTADA


Acordo, hoje, após o lançamento do meu primeiro livro!
A sensação é estranha... é um misto de paz com o sentimento de que tudo está acontecendo como deveria acontecer.
Fiquei muito feliz com a presença de tantos amigos queridos... para a livraria, o lançamento foi um sucesso! O maior evento que a livraria já teve.
Sou muito grata a todos os amigos que estavam ali comigo, presencialmente ou virtualmente. Muitos que não puderam ir enviaram e-mails ou telefonaram.

Ao mesmo tempo que fiquei tranquila pelo evento em Brasília, fiquei apreensiva quanto à perspectiva do lançamento em outras cidades...e aí? Como será? Tenho amigos em todas elas: Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, mas a maioria dos amigos está concentrada em Brasília. Será que nas outras cidades vou ficar sozinha, sentada à mesa, esperando alguém chegar? Esses são pensamentos meus, preocupações minhas; mas sei que todos, quando passamos por situações de expectativa, sempre temos também os nossos medos, as nossas inseguranças... Queremos sempre que tudo aconteça da melhor forma possível. Queremos sempre coisas grandes!

Existe uma tendência nossa de valorizar aquilo que é grande. Votamos nos candidatos que têm muita propaganda e que sabemos de antemão que têm chances de vencer.
Queremos assistir aos programas de TV que tem alto ibope. Usamos as roupas que os artistas usam. Torcemos para o time que está ganhando.

Esquecemos, muitas vezes, dos pequenos começos. Das pequenas coisas que são importantes.

Ao acordar, hoje, me deparo com a parábola do Mestre, sobre o grão de mostarda. Tão pequeno, mas que traz o potencial de uma grande e frondosa árvore.

Lembro que, para mudar a rota de uma aeronave, basta apenas mudar um mínimo, até menos que um grau....

Lembro que mudanças em nossas vidas começam também com pequenos começos. Com uma única e às vezes pequena mudança de atitude, pelo menos quanto a alguma coisa.

Lembro do relato de uma cliente, que diz: bastou falar aqui sobre o problema que eu estava enfrentando em casa, que a situação lá já mudou. Como pôde? Parece até mesmo "milagre", para os religiosos, ou "bruxaria", para os misticos...

Nada disso! É muito simples: quando você fala de alguma coisa que o está incomodando,você internamente muda sua atitude. Consequentemente, mudando sua atitude, o outro muda a atitude dele também...

Pequenos começos... grandes mudanças!

Agradeço a todos os amigos queridos que prestigiaram o lançamento do Bola de Cristal!

Que o livro seja uma semente na vida de muitas pessoas, contribuindo para o seu desenvolvimento pessoal e uma vida mais feliz!