quinta-feira, 11 de junho de 2009

CARREGANDO, JUNTOS, A MESMA SACOLA...

A Fernanda escreveu:

“fiquei muito feliz em saber que pessoas se encontram, se apaixonam e se amam, cada qual com o peso da sua mochila”

Essa frase merece uma crônica:

Será mesmo que não devemos carregar a mochila do outro? Ou seja: será que, numa relação amorosa, de companheirismo, não devemos carregar uns as cargas dos outros?

Em alguns momentos, penso que precisamos, sim, carregar a mochila do outro. Imagine que ele tenha se machucado... ou, por qualquer motivo, tenha ficado sobrecarregado. Doença, necessidade de cuidar dos pais, necessidade de cuidar de um filho que não seja do casal, problemas no trabalho, desemprego etc.

Isso acontece com qualquer pessoa. Quando duas pessoas resolvem caminhar juntas, trazendo suas mochilas de relacionamentos anteriores, seria utopia pensar que não haveria momentos em que a mochila de um ou de outro pesasse um pouco mais.

Se existe amor de verdade, o natural é que se ajude o outro a carregar sua mochila. Aliás, no meu entendimento, esse seria o principal objetivo de caminhar juntos: um ajudar o outro. Se um cair, o outro ajuda a levantar.

Quando a bagagem foi criada em conjunto, como nos primeiros casamentos, o peso precisa ser mesmo compartilhado, e de forma igualitária. Não há espaço para achar que, porque um ganha mais do que outro, não tem responsabilidade de colaborar nos cuidados dos filhos pequenos, por exemplo. Há homens que acham que, por ganharem mais do que a mulher, não precisam cuidar dos filhos.

Pior ainda, quando a mulher não pode trabalhar fora, porque a carga com os filhos é muito grande, ou porque o casal optou que seria a melhor forma de cuidar dos filhos pequenos. Atenção de pai é insubstituível!

Lembro que, no tempo em que não existia supermercado, levávamos para o mercado ou a feira uma grande sacola de lona, onde colocávamos todas as compras. Era pesada para carregar por uma única pessoa. O ideal era cada um pegar numa alça...

Talvez seja uma forma interessante de conviver a dois: ambos carregarem juntos a carga que, independentemente de sua origem, passa a ser dos dois!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

CAMINHOS QUE SE CRUZAM

No dia 3 de novembro do ano passado, publiquei a crônica “Nada acontece por acaso” inspirada no comentário de um leitor sobre uma crônica publicada no dia 09 de outubro de 2007 Cada um carregue a sua mochila”


No dia 29 de maio último a Fernanda, leitora do Blog, postou o seguinte comentário:

"Oi Dulce, sempre passo por aqui e leio alguma coisa; parece incrível, é como se eu estivesse precisando de uma palavra, uma luz, e o texto do dia sempre me ajuda. Esta semana, mais calma, comecei a devorar seus textos e achei essa linda história de amor, de afinidades, cumplicidades, não sei bem qual a palavra, enfim de um encontro sem pretensões, mas cheio de vontade e amor. Sem interesses na bagagem do outro, ou melhor, no peso de cada mochila.
Vivi uma experiência muito parecida com a do Márcio e confesso: fui feliz no caminho; o problema sempre é a volta. Mesmo não querendo, sua bagagem começa a pesar.
A minha história é um pouco mais complicada que a dele; parece que ambos eram descompromissados, já eu... não.
Mas, como tudo passa nessa vida, o bom é que guardamos um lindo álbum de lembranças no coração.
Obrigada por escrever e nos iluminar.
Obrigada e parabéns também ao Márcio pelo lindo relato de amor, fiquei muito feliz em saber que pessoas se encontram, se apaixonam e se amam, cada qual com o peso da sua mochila.
Beijos.
Fernanda"


Obrigada, Fernanda, pela sua contribuição!

Gostei muito do que você escreveu no final: "fiquei muito feliz em saber que pessoas se encontram, se apaixonam e se amam cada, qual com o peso da sua mochila".

Concordo com você! Independentemente do "peso de nossas mochilas", é possível se encontrar, se apaixonar e se amar!

Seu comentário foi muito importante para mim, no que você relata sobre como o blog tem ajudado no seu desenvolvimento pessoal. Esse é o objetivo do blog: propiciar às pessoas a reflexão sobre suas vidas. Fico feliz, pois ele chega no momento em que o livro BOLA DE CRISTAL E VARINHA DE CONDÃO – Para entender, transformar e amar, está às vésperas de ser publicado pela LGE editora. O livro nasceu deste blog, Caminhos TanGENTES. Uma extensão da proposta de tangenciar os caminhos dos que passam por aqui...