terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Já é Natal outra vez...

“Já é véspera de Natal!”, ela diz aflita! E vai se lembrando de tudo o que “tem que” fazer até lá! De tudo o que “tem que” comprar! As roupas de festas, os presentes, enfeitar a casa, pensar no tender e no peru! É preciso se preparar para as festinhas de fim de ano, comprar presentes para “os amigos ocultos”, marcar hora no salão...

Ufa!... Só de pensar dá canseira....

O Natal, que era para ser uma festa simples, religiosa, de paz e tranquilidade, passou a ser cansaço, obrigação, confusões familiares.

O ciúme vem à tona! A inveja e a competição tiram a paz e diminuem a auto-estima de qualquer um. Ganhar um presente pior do que aquele que se deu, é pensar no prejuízo, prometendo que essa será a última vez que participa do amigo oculto da empresa. Pior é que, se não participa, vai ser tachado de anti-social e não participativo... um selo de incompetência no ambiente de trabalho!

E os falsos “amigos” ocultos? - “Puxa... eu tinha que tirar logo aquele chefe cri-cri?” Compra o presente com medo de não agradar e faz cara de feliz na hora de entregar....

Tudo isso é Natal! O Natal do comércio, o Natal do fingir que se é amigo e feliz! Do fingir que está tudo bem! E, “porque a data é mágica, todos somos felizes e vivemos em paz...”

Mas... o que está por baixo do tapete?

Por baixo do tapete, escondido na sombra, tem inveja, tem ciúme, tem vontade de aparecer, tem medo de não ser amado!

Por isso “precisa” vestir as roupas mais bonitas, “precisa” enfeitar a casa, “precisa” dar presentes caros para mostrar que é “bonzinho”...

O resultado é a conta que vem no cartão de crédito...

Sim, porque um dia até inventaram o tal de 13° para cobrir todas as despesas do Natal! Mas hoje, o tal salário adicional, já é antecipado até mesmo para o início do ano, para cobrir as dívidas contraídas por causa do Natal do ano anterior...

Qual a raiz disso tudo?

O mal começa pela vaidade... Bem ao contrário da lição que o Mestre nos ensinou.

Ele nasceu humilde, num estábulo... em berço de palha...

Ele viveu de forma humilde e disse um dia: “se você está cansado, aprenda comigo: eu sou manso e sou humilde”.

A vaidade, ou seja, a falta de humildade, é que nos leva ao cansaço: queremos aparentar aquilo que não somos! Para isso, precisamos mostrar mais do que somos. Sentimos necessidade de presentear além de nossas possibilidades. Queremos gastar aquilo que não temos... precisamos trabalhar mais do que conseguimos, para ganhar mais dinheiro do que de fato necessitamos...

Daí é que vem o cansaço excessivo e a necessidade de, muitas vezes, trabalhar naquilo de que não gostamos...

Afastamo-nos assim de nossa vocação, do propósito de nossa alma... do nosso Si mesmo... do nosso Ser!

O Natal vem para nos lembrar de que não precisamos de nada disso...

O Natal lembra o Presente do Criador para toda a humanidade: não precisamos ser mais do que somos, pois Ele nos ama tal como somos!

Todos temos falhas e imperfeições. O eterno conflito entre o querer fazer o bem e o não conseguir, nos faz conscientes da necessidade de algo além daquilo que conseguimos conquistar sozinhos.

Mas pela Graça de Deus nos tornamos merecedores de participar de seu Reino. Pelo sacrifício de seu Filho, o Cordeiro de Deus!

Aquele mesmo, o menino que um dia nasceu em Belém!




Que Neste Natal, a paz que Ele nos oferece possa invadir o seu coração!

Dulcinéa Cassis
Natal de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

O BRASIL QUE NÃO SAI NO JORNAL NACIONAL


O convite para trabalhar na 8ª Conferência Nacional da Criança e do Adolescente chegou em cima da hora.

Estreante nesse tipo de evento, comecei a tatear para entender como era e o que acontecia por lá.


Confesso, envergonhada, que nunca havia prestado atenção nesse tipo de Conferência, que vem acontecendo a cada dois anos. Essa já é a oitava.


Fiquei surpresa quando vi a plateia repleta de delegados adolescentes.


Pareciam adolescentes normais como esses que são intitulados de "aborrecentes" pelos pais desconfortáveis com os questionamentos e comportamentos que nós, os adultos de hoje, nem ousávamos pensar.


Os jovens nascidos na década de 30, 40, chegaram aos anos 60 fazendo e propondo grandes revoluções. Foi a época hippie, dos cabelos compridos para os homens, da queima dos sutiãs para as mulheres. O advento da pílula anticoncepcional trouxe liberdade para a mulher escolher e/ou planejar a maternidade, sem abrir mão da sexualidade. Com isso, pôde ingressar com peso no mercado de trabalho. Outro grupo, o dos politizados lotavam as assembléias e movimentos estudantis.


Com a ditadura militar, a partir de 64, aqueles jovens foram perseguidos. É com dor que lembramos, lamentamos e choramos os nossos mortos e os mutilados psicologicamente pela ditadura militar.


Mas a geração dos que na década de 60 e 70 eram crianças, eu chamo de geração do medo. Aprendemos desde cedo, e eu me incluo nesse grupo, que as paredes tinham ouvidos e que lutar era suicídio. Não foi uma geração covarde. Foi uma geração amordaçada, proibida de falar de contestar, de entender o que se passava. O estudo da filosofia foi banido dos currículos escolares, substituído por lições repressoras, intituladas de «moral e cívica», ministradas, em sua maioria, por militares.



Sabíamos que haviam olheiros, os informantes do SNI. Lobos vestidos de cordeiros que se misturavam nas faculdades, nas igrejas e quaisquer grupos onde se pudessem conscientizar os jovens. Foi a grande sombra do desenvolvimento de nosso país. Uma geração que cresceu sob o medo, sob o pavor de que lhes acontecessem o que acontecia com os jovens da década de 60, 70.

Como resultado disso, em minha opinião, essa geração passou a ter valores mais individualistas, consumistas. Omissa nas escolhas e participações políticas, permitiu, através de seu voto, muitas vezes inconsciente, a vergonhosa corrupção que hoje vêm à tona.


Mas ainda há esperança! Está chegando a nova geração: filhos dos novos tempos, nascidos após a promulgação da nova Constituição. Esses, que não viveram o medo, vieram para mudar. São eles que nesta semana eu ouvi falar nas plenárias da Conferencia Nacional da Criança e do Adolescente.



Esses não se intimidam e posicionam-se de forma adulta. Mais adulta do que muito adulto!


Falam dos seus direitos e dos direitos de todos os excluídos. E falam com propriedade, com fundamentação. Os adolescentes de hoje, não mais esperneiam nem gritam. Eles falam! E sua fala é espada afiada para enfrentar o ranço autoritário que violenta a criança e o adolescente, não só fisicamente, mas, também psicologicamente, deixando marcas, muitas vezes imperceptíveis no corpo, mas castradoras na alma. Esses adolescentes de hoje, são eles que se preocupam com os adolescentes excluídos economicamente. São eles que denunciam que na área rural não tem escolas e por isso os pais levam os filhos de 5 anos para trabalhar em seu roçado. São eles que denunciam e se defendem.


Saí de lá encantada. Com um sentimento confortante que me faz acreditar que, apesar de tanta notícia ruim, ainda há esperança... não amanhã, quando essa geração se tornar adulta. Mas HOJE! Porque a mudança já está acontecendo. Hoje ela é realidade!



Assistir a tudo isso, às falas, à alegria, aos posicionamentos, me trouxe uma grande alegria!



Um antídoto contra o desânimo que surge ao assistir as notícias na TV.


Esse é um Brasil verdadeiro! Que não sai nas manchetes de jornais...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PULSEIRA DO SEXO

Quem me enviou a notícia foi uma amiga, psicóloga e terapeuta de adolescentes. Trata-se de um alerta sobre a nova moda entre adolescentes e até crianças.

Diz a notícia que a moda começou na Inglaterra e já chegou por aqui. Trata-se da "pulseira do sexo". São pulseiras de silicone, que se pode comprar até em camelôs. Tem de várias cores. De acordo com a cor usada, significa o que se está disposto a fazer. Vai da amarela que é um abraço, até a dourada que é tudo o que se pode fazer em termos de sexo.

Fiquei lembrando do meu tempo de criança e da brincadeira “pera, uva ou maçã”. Quem é daquele tempo sabe do que eu estou falando. Uma criança ficava de olhos fechados e a outra ia apontando para as outras crianças  perguntando se era aquele(a) o(a) escolhido(a). Depois perguntava o que estava disposto a fazer. Pera era abraço, maça, beijo no rosto e uva beijo na boca, o que, na época, era apenas uma bitoquinha. Para nós, crianças daquela época, era uma brincadeira para as mais ousadas... eu era uma das que não tinham coragem de participar....

Mas hoje os adolescentes, e até as crianças, estão muito mas ousados... as tais pulseirinhas de silicone, quando arrebentadas, dão direito a fazer aquilo que representam. “Rosa, mostrar o peito; laranja, dentadinha de amor; verde, chupões no pescoço; rosa, sexo oral na menina; azul, sexo oral no menino; preta, fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira”.

Fiquei impressionada com a nova moda e vou cuidar para não usar as tais pulseiras, pricipalmente a pulseira roxa, uma de minhas cores preferidas...

Vai que uma garoto espinhudo e de voz esganiçada inventa de arrebentar a minha pulseira para fazer comigo um "beijo com a língua e talvez sexo"?

Quem tem filho nessa idade é que preste atenção!!!

sábado, 21 de novembro de 2009

VELHA É A VOVOZINHA!!!!

Não adianta disfarçar, dizer à ela que você não pode recebê-la. Um dia ela vem te visitar...

De nada adianta a tintura do cabelo, o lifting ou o botox... A idade chega!

Ontem me encontrei com velhas amigas jovens. A alegria do reencontro, o matar as saudades, os comentários de sempre: Como você está bem! Continua bonita! Como quem diz: Olha apesar de que a idade já está deixando marcas, não se preocupe, nem fique triste, pois ainda há alguns traços de beleza...

E aí, a pergunta de sempre: Você já tem netos? Eu, que já desisti de dar indiretas e diretas, aliás, diretíssimas, para os meus filhos, ambos casados, sobre o meu desejo de ter netos, já entendi que essa é a melhor forma que as minhas amigas têm para contar sobre os seus netos... todos umas gracinhas...

Vó moderna não anda com foto de neto na carteira... a foto está no celular! Foi a melhor forma que os filhos impacientes com a falta de habilidade tecnológica das mães sexagenárias descobriram para fazer-nos aprender a lidar com essas engenhocas.

Bom, eu não me incluo nesse grupo. Primeiro porque ainda não cheguei a idade sex...agenária. Segundo porque ainda não tenho netos e terceiro porque aprendi a me virar mais ou menos com essas novidades há um pouquinho mais de tempo...

Mas, confesso, cá entre nós, que na hora de estacionar, bem que eu gostaria de ter chegado lá... Também devo admitir que já não tenho tido muita paciência para trocar de celular e, principalmente, ando morrendo de inveja dessas amigas que andam com foto de neto no celular e mandam e-mails com fotos dos pimpolhos.

Outra pergunta que não falta nos reencontros é a clássica: “como vão seus pais???” Ou: “seus pais ainda estão vivos???”

Eu já tenho as respostas prontas: Meus pais? Estão bem! Bem velhinhos, bem cuidados... Ontem, antes que uma amiga me perguntasse, eu já respondi: Meu pai está bem... bem velhinho... ela riu! Entendeu que eu sabia que ela iria me perguntar sobre ele... Bom, com essa, ela nem me perguntou sobre a outra questão... deve ter saído frustrada por não ter tido a oportunidade de falar sobre (arrr.... ) os netos que eu não tenho...

Bom, acho que eu tenho que me conformar.... e acho até, eu que gosto do “jogo do contente”, que vou começar a pensar em tudo que há de bom quando não se tem netos...

Posso escrever crônicas com calma, posso... ah... posso... posso...
Deixa pra lá... vou dormir...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

TEMPO É UMA QUESTÃO DE DECISÃO

Uma das frases mais ouvidas hoje em dia é: "não tenho tempo".

Dizer que não se tem tempo virou também desculpa para não se fazer o que é preciso fazer. Para não se comprometer com o que não se quer comprometer.

É muito fácil dizer: «não tenho tempo para...» Mas, analisando mais profundamente, podemos entender muitas das razões que estão por trás da "falta de tempo".

Acredito que a principal delas é a falta de vontade de fazer aquilo a que se é chamado a fazer. Falar que não se tem tempo virou moda nos tempos modernos. Há pessoas que acham que é "chique" não ter tempo. Os outros ficam achando que você é uma pessoa muito importante porque não tem tempo. Puro mito! As pessoas importantes, competentes, são pessoas organizadas que sabem priorizar o que é importante e reservam tempo suficiente para as atividades essenciais.

E o que é essencial? O que é importante?

Lembro que o mais importante é você! Se você estiver bem, gozando de plena saúde, seu desempenho será bom. Nada pior que andar sempre cansado e desanimado. Nada acontece... nada se consegue fazer. Por isso, a principal prioridade é você mesmo. Isso significa investir na sua saúde e no seu bem-estar. Então, prioridades essenciais: uma boa qualidade de sono, alimentação saudável e equilibrada e atividade física.

Parece simples, mas muita gente não acha importante cuidar dos fatores que são fundamentais para uma noite de sono repousante. Ambiente tranquilo e silencioso, alimentação noturna leve e um bom colchão são primordiais para se dormir bem.

Se você dorme bem, acorda disposto para a atividade física. Nosso corpo não foi feito para ficar parado. A vida contemporânea, com suas comodidades, incentiva o sedentarismo. Por isso é extremamente importante escolher uma atividade física. O ideal é que ocorra no início do dia, pois vai te dar disposição para o dia todo. O tempo dispendido é recuperado pela disposição adquirida. E qual a melhor atividade física? Nos meus anos de experiência e tentativas de aderir a um programa de atividade física (sim, eu não sou atleta de nascimento...), cheguei à seguinte conclusão: a melhor atividade física é aquela que você gosta de fazer e tem condições para tal. Não adianta achar que a melhor academia é aquela do outro lado da cidade. Ou que o melhor exercício é o remo, se você mora longe de algum lugar possível de praticá-lo. A melhor atividade física é a que você faz perto da sua casa, ou mesmo em casa, e que seja feita sem equipamentos (como no caso das caminhadas e corridas) ou com aqueles que você possui ou possa usufruir, como no caso das academias.

Conseguindo um bom sono e a adesão a um programa de atividade física, será mais fácil manter uma alimentação saudável e equilibrada. O principal fator que dificulta uma dieta é a ansiedade. Quando estamos ansiosos, comemos depressa, e aí comemos além do que precisamos. Comemos qualquer coisa, e acabamos por não escolher os melhores alimentos... pode parecer que não tem nada a ver, mas comer bem contribui para uma boa gestão do seu tempo. Nada de comer correndo, sem mastigar direito. Tudo tem o seu tempo e alimentar-se bem, com tranqulidade e qualidade, é fundamental.

E daí? Você pode estar se perguntando - como conseguir tempo para tudo o que eu preciso fazer?

Bom, se você conseguir seguir esses três primeiros passos, vai entender porque eles são fundamentais para administrar bem o seu tempo. Com tempo para pensar, para sentir, para estar com você mesmo, vai perceber que muitas das coisas que considera extremamente importantes e imprescindíveis, na verdade não são tão importantes assim... seu grau de satisfação com a vida vai melhorar e você passará a valorizar aquilo que realmente é essencial!

Essa é a principal dica para se ter tempo: ninguém tem tempo para tudo o que gostaria ou precisaria fazer. O importante é saber priorizar. E para saber priorizar é preciso estar em contato consigo mesmo, para saber escolher aquilo que realmente nos faz felizes!

domingo, 18 de outubro de 2009

OUTRA DO 'SERIAL LOVER'...

Mais uma do 'serial lover'...

'Serial killer' a gente sabe o que é... aquele que tem um ritual pra matar, faz tudo sempre do mesmo jeito, com detalhes de sadismo e tudo o mais...

Mas tem gente agora que está virando 'serial lover'. Com essa história de não mais querer se comprometer, é preciso sair à caça todos os dias, ou pelo menos todas as semanas. E isso dá trabalho e exige criatividade. Mas tem homem que, com a prática de não querer repetir de mulher, acaba repetindo o ritual...

E acabam acontecendo histórias divertidas (pra quem ouve o outro contar...).

Essa eu fiquei sabendo outro dia...

Em São Paulo, como a cidade é grande e tem um shopping a cada esquina, é costume as pessoas frequentarem o shopping mais perto de suas casas ou do trabalho. Dessa forma, cada um tem o seu shopping, ou no máximo dois: um perto de casa e o outro perto do trabalho.

A protagonista dessa história (com 'his' mesmo, porque foi verdade) que já passou há muito dos quarenta anos, foi abordada por um homem que, de tímido, não tinha nada. Ousado, foi logo elogiando, ressaltando-lhe os predicados. Ela, que realmente é uma mulher bonita, como já há algum tempo andava só, gostou do seu jeito ousado de abordar. Qual mulher não gosta de ser elogiada sem nem precisar jogar o seu charme para seduzir?

Daí para frente não é preciso nem contar... rolou um “ficar”...

Na despedida ele deu o telefone e pediu para ela ligar. Ela, ressabiada , demorou ainda um pouco, não deu tanta bola assim... Na semana seguinte ela vai a outro shopping, um que não era o “seu”.Qual não foi a sua surpresa quando, sentado a um café, lá estava ele... e sozinho!

Achando que isso era coisa do destino, um sinal de que aquele poderia ser, enfim, “o homem de sua vida”, ela, sem perdê-lo de vista, retoca o batom, ajeita o cabelo, ensaia os passos e a fala e vai ao tal café. Encontrando o tal sujeito, faz a cara ensaiada de surpresa e o cumprimenta esfuziante...

Ele, sem graça, balbucia palavras constrangidas... desculpa-se e explica - pelo menos foi sincero... - que estava esperando uma outra pessoa. Ela, inteligente e discreta, faz da atitude dele ironia. Entendera que já não era a mulher da vez...Elegantemente, sem cair do salto, se despede...
mas, para não perder o controle da situação, ela, estrategicamente, se posiciona para ver o que iria acontecer...

Ficou feliz! A tal mulher que ele estava esperando não apareceu... vai ver percebeu há tempo a estratégia que ele, ingenuamente, achou que nenhuma mulher iria descobrir...

domingo, 4 de outubro de 2009

ISA...BELA, consagrada a Deus!

Diante das luzes e da câmera, ela abriu os pulmões e a voz! A família, reunida, ouviu, como música suave aos seus ouvidos, a bela voz que anunciava a chegada da menina precoce que ainda muito brilhará nos palcos da vida!

Isabela desponta como uma estrela. Para brilhar! Isabela, forma latina do nome bíblico Isabel, protagonista do milagre da gestação em ventre outrora estéril.

Assistindo ao vídeo da estreia de Isabela, lembrei-me das minhas próprias cenas. Um dia, ao perguntarem à minha filha, ainda bem pequena - prima meio distante dessa nova atriz - sobre o que queria ser quando crescesse, ela respondeu, sem titumbear: - FAMOSA!!!

São assim mesmo as pessoas dessa linhagem: quer seja na música ou em outras artes, na medicina, na liderança, na arte culinária, na política e no dever, nas ciências, nas letras, na matemática e na informática, sempre são destaque, sempre fazem a diferença! Mas, dentre todos esses predicados, sempre se destacam na promoção do Reino de Deus!

Isabela, escolhida por Deus, já desempenha muito bem o seu primeiro papel e missão nessa vida: ela veio para trazer muita alegria!!! Renovar a vida! Apontar novos caminhos!

Modesta, Isabela parece "não estar nem aí" para o sucesso todo que já está fazendo. Não está, pelo menos por enquanto, preocupada em ser famosa...

Ela veio como um presente! Assim como Isabel trouxe no ventre o prenúncio da Promessa, Isabela traz consigo o prenúncio de novos tempos. Tempos de muita alegria, de muitas bênçãos!

Se tão pequenina, já está famosa, fico me perguntando: como será, então, quando Isabela crescer? Qual das artes ou ciências ela vai escolher?

Pensando bem, não importa o futuro: Isabela já É!


Minha homenagem a Isabela, filha da Carol e do Anderson, que nasceu no dia 1º de outubro de 2009. Pelo lado da mãe, que eu conheço bem, Isabela já é quarta geração: neta do Quico Fagundes e Susana Dytz, meus amigos do coração! Bisneta do Aldo Fagundes e do Edson Dytz e das saudosas Maria Luiza e Nilda. Do lado do pai, eu pouco sei! Mas, pelo que conheço do Anderson, também é uma família abençoada pelo Pai!

 

sábado, 3 de outubro de 2009

CARTA AO LEITOR

Andei meio quietinha esta semana... Como diz a Neca, andar de avião também cansa!

Fiquei cansada sim... Não pensei que seria dessa forma: ousadia essa minha a de lançar o "Bola de Cristal" simultaneamente em todas as principais cidades leitoras do Brasil! As outras capitais que me desculpem, mas não tenho mais fôlego para viajar. A Eleni, lá de Manaus, me perguntou: - 'Quando você vem para cá?'
A Beatriz deu a ideia: - 'Porque você não vai para Aracaju?'
Bem que eu gostaria de conhecer a capital Amazonense, pois até hoje nunca fui lá. Ficaria feliz também em rever os amigos sergipanos... mas, por enquanto, ainda não dá. Encerrei a turnê de lançamento, mas ainda há muito trabalho me esperando...

Fazendo um balanço, o começo foi ótimo! Em Brasília, graças à presença de tantos amigos, família e clientes, o lançamento superou minhas expectativas. Entre cerca de cem pessoas, apenas um leitor era desconhecido para mim. Todos os outros eram conhecidos e havia uma amiga de outra amiga. Ou seja, apenas 2% de novos leitores. No encerramento e na palestra na Livraria Cultura (quem não foi, perdeu!) quase metade da platéia era desconhecida para mim (a bem da verdade, não era tanta gente assim...). Em Porto Alegre, Rio e São Paulo, também conheci gente nova!

Quando fui à editora para, emocionada, receber os primeiros exemplares, Navarro, o editor, me falou: - 'Agora é que o trabalho começa! Editar um livro é fácil. O difícil é colocá-lo no mercado literário'. E isso eu senti mesmo! Fiquei sabendo, na Saraiva de São Paulo, que por semana chegam cerca de novos 200 títulos, entre livros,CDs e DVDs. Em Brasília, generosas, as livrarias deixaram o livro exposto na vitrine por mais tempo, mas, na Saraiva de São Paulo, no dia seguinte já estava só na prateleira... de crônicas! Na Cultura, em Brasília, não sei se ainda está exposto, mas, antes da noite de autógrafos, o livro estava em Psicologia.

Ao menos isso: o «Bola” está sendo considerado um livro de crônicas e de psicologia. Prefiro assim: mesmo querendo que o livro faça sucesso, melhor que seja classificado como de crônicas de psicologia. Tinha medo que ele fosse considerado livro de auto-ajuda. Ou pior, devido ao título metáfórico e literário, fosse classificado como livro de adivinhação e misticismo.
Não tenho nada contra essas categorias, mas não foi essa a minha intenção ao escrevê-lo!

Os próximos passos: enviar os prometidos e-mails a todos que foram aos lançamentos, com as suas fotos; atualizar minha lista de e-mails; enviar exemplares para pessoas formadoras de opinião (me sugeriram enviar para a Ana Maria Braga); divulgar nas escolas; criar um site; etc, etc, etc... Ufa! Fiquei cansada só de pensar!!!!

Sinceramente, não pensei que a vida de escritora seria tão agitada. Fico aqui, sentada, com meu notebook à frente, brincando de quem não trabalha, mas, sem perceber, trabalhando... E muito! Fora toda essa rotina de divulgação do livro, preciso continuar escrevendo, aperfeiçoando a minha escrita, sem deixar o consultório, minha primeira paixão e fonte de inspiração.

Por tudo isso, quero agradecer a todos o apoio que tenho recebido! O mais importante, para mim, foi o carinho com que sempre fui acolhida pelos leitores, a presença dos amigos nos eventos, a manifestação dos que, além de terem comprado, leram o livro e voltaram para dizer que gostaram. Ontem, no Brasília Shopping, encontrei a amiga Geni com sua neta Luisa, que é psicóloga. Com brilho nos olhos, Luísa me contou que leu, gostou e passou adiante. Emprestou para a mãe, que já leu e recomendou... gostei do comentário da Luisa: 'é um livro para presentear!'

Com certeza! Um livro que veio para mim como um presente, na inspiração do Encontro com toda a gente. Veio de presente para mim, e vai de presente para você...

A todos, minha gratidão. Eterna!

Beijos,

Dulcinéa

domingo, 27 de setembro de 2009

RESPOSTA A ANA, UMA MOÇA TRISTE

Não sei que Ana é essa...conheço muitas Anas, mas essa me chamou a atenção... ela deixou um comentário no blog, devido à crônica "Existem pessoas que amam demais?".

A Ana deixou esse recado...

OLÁ ME CHAMO ANA
UMA MOÇA QUE SOFRO MUITO POR AMAR DEMAIS E ESTOU PRECISANDO MUITO DE AJUDA NÃO AGUENTO MAIS CHORAR,ME AJUDE POR FAVOR PRECISO DE UMA PALAVRA AMIGA....

Não, Ana, você não ama demais. Amor nunca é demais... Falta de amor existe, sim, mas amor de sobra não... Porque amor nunca sobra. Amor, nunca, é demais...

O que sobra, o que é demais, são as complementações não saudáveis que fazemos. É quando fazemos pelo outro o que ele mesmo deveria fazer por si mesmo. Isso não é amor, pois tiramos do outro a oportunidade de crescer.

Outra situação, e essa é mais comum, é gostar de quem não gosta da gente. Ninguém escolhe de quem gostar. O que nos faz gostar são fatores na maioria das vezes inconscientes. Pode ser identificação, ou seja, gostar das mesmas coisas, ter os mesmos objetivos. Pode ser atração física... Ou pode ser algo inexplicável e mágico, o encontro de alma... O Encontro de que fala Moreno, o colocar-se, mutuamente, um no lugar do outro. O querer para o outro o que se deseja de melhor para si mesmo.

Acontece, Ana, que muitas vezes temos questões inconscientes que nos levam a gostar de pessoas que não estão nem aí por aqueles que o amam...

São pessoas que não sabem amar, pois quem sabe amar, mesmo que não queira estar com aquela pessoa especificamente, faz de tudo para não magoar o outro...

Quem sabe amar, ama primeiro a si mesmo. Quem sabe amar, ama a natureza, a Criação e o Criador. Quem sabe amar, ama as pessoas com o amor de compaixão... Quem sabe amar dessa forma, ama quem está ao seu lado também....

Amor, Ana, para mim, - e pode ser que tenha quem discorde disso.... -, nunca é demais... O que acontece é que muitas vezes amamos pessoas que não se amam, que nem fazem esforço para amar a si mesmas, não fazem esforço para amar a ninguém... E isso, Ana, é uma escolha.... depende de cada um querer...

Não adianta insistir em tentar fazer o outro gostar de você... Deixa para lá... aprenda a amar a si mesma que o outro depois vem atrás...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

SE OUTROS PODEM, PORQUE EU NÃO POSSO TAMBÉM?

Ontem, enquanto fazia mil coisas, eu ouvia um documentário sobre Clarice Lispector que passava na TV.

Uma frase, dita por ela numa entrevista que está arquivada no Museu da Imagem e do Som, chamou minha atenção.

Ela falava que, quando criança, adorava ler. Ficava encantada com os livros e achava - mais ou menos isso o que ela dizia... - que os livros brotavam do nada... Até que um dia ela descobriu que, por trás das linhas escritas, havia uma pessoa, o autor. Então, ela pensou, se alguém pode, eu também posso! E foi assim, na visão da própria Clarice, que nasceu a escritora.

Acordei hoje pensando nessas palavras. "se o outro pode, eu também posso!” Se o outro consegue, porque eu não conseguiria também?

É claro que, como estreante nesse papel de escritora, identifiquei-me com esse depoimento e guardei essas palavras em minha mente e em meu coração.

Vou guardá-las para sempre, num lugar bem seguro, para não correr o risco de perdê-las. Ao mesmo tempo, quero compartilhá-las com todo o mundo!

Que sabedoria! Se outros podem...eu posso também...

Essa frase - cuidado! - pode ser interpretada tanto para o bem como para o mal!

Pessoas com uma formação ética debilitada poderão usar essa frase para justificar ações não muito honestas... é o famoso "Gérson", que numa certa época do passado era famoso: aquele que não via nada de mais em ultrapassar os limites do que é lícito: "se outros cometem pequenos delitos, porque eu também não posso praticá-los?"

Outro aspecto negativo é o que leva a maioria das pessoas ao consumismo exagerado: "se outras mulheres podem comprar uma bolsa de R$ 5 mil, porque eu não posso também? Se outros podem andar de carro importado, do ano, porque eu não?" Esse é um dos maiores perigos que nos acomete atualmente: o excessivo apelo para o consumo, além das nossas posses. Tenho visto muita gente enrolada em dívidas por não resistir aos apelos da nossa atual sociedade de consumo.

Mas o que desejo ressaltar hoje é o aspecto positivo dessa afirmação: "se outros podem, eu também posso". Se outros conseguem, eu também posso conseguir!

E isso se aplica a várias áreas: no terreno profissional, no terreno afetivo, na qualidade de vida...

Se outros podem seguir a carreira para a qual são vocacionados, porque eu não posso também?

Se outros podem encontrar um parceiro, constituírem uma família equilibrada e feliz, porque eu não posso também?

Se outros podem ter uma padrão de vida confortável, porque eu não posso também?

Se outros têm tempo para a prática de atividades físicas, porque eu não tenho também?

Se outros podem manter uma alimentação saudável e equilibrada, porque eu não posso também?

Se outros podem ter amigos verdadeiros, porque eu não posso também?

Se tantas pessoas podem amar e serem amadas, porque eu não posso também?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO!

Já li tanto livro bom!!!!! Se eu não soubesse que aprendi a ler aos seis anos, diria que já nasci sabendo ler...

Desde que me entendo por gente gosto de livros! Alguns eu comprava e não lia até o fim, mas guardava sabendo tudo o que tinha lá.

Comecei cedo - quem leu o "Bola" já sabe essa história... Aos três anos, meu encanto era o volume 3 (3 anos, volume 3) da coleção vermelha do Mundo da Criança. Acredita que eu achei e comprei essa coleção? Está lá, na estante da sala, para quem me visitar ter o prazer de também relembrar aquelas páginas coloridas que nos levavam ao país de sonhos e fantasias.

Depois vieram Monteiro Lobato, Machado de Assis... eram as coleções que tinha lá em casa, a casa da minha infância.

 Aos 17 anos comecei a ler Freud. Não sei por que meu pai tinha essa coleção, já que não era psicólogo, muito menos psicanalista. Acho que ele já sabia que duas de suas filhas seguiriam esse caminho...

Desde criança também aprendi a gostar de ler a Bíblia, cujas histórias sempre ouvia na Escola Dominical. Depois, vieram muitos livros de psicologia e deixei a literatura um pouco de lado... mas sempre gostei de poesia!

Aprendi muito com os livros. Os livros de ficção, os livros da escola, as crônicas. Sempre fui curiosa e leio de tudo um pouco, até bula de remédio, jornal velho, propaganda, etiqueta de shampoo...

Aprendi muito em tudo o que li. Mas, sabe? Sempre achei que o escritor era uma pessoa tão distante, tão importante, que nunca lembrei de lhe agradecer... Nunca imaginei que o autor gostaria de saber o quanto o seu livro me fez bem...

E esta semana recebi um comentário no blog que me emocionou... é da Suh, que de blogueira para blogueira, já se fez próxima de mim... Ela leu o livro e veio me agradecer...

Não há de que, Suh... parece que esse livro não fui eu mesma que escrevi... talvez tenha vindo de encomenda para você... eu mesma só fiz ouvir a voz que me ditava cada palavra...

Obrigada, Suh, pelo seu carinho!

De blogueira para blogueira!

De coração para coração!



Leia o comentário da Suh

Leia a postagem que a Suh fez no seu blog sobre o "Bola de Cristal"

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

AMOR CLANDESTINO

Amor clandestino é amor que nasce das estranhas e invade o coração.

É amor que chega com fogo, que ignora as barreiras, que invade a alma e transforma os preconceitos.

É amor que chega na surdina e acontece nas alcovas. Que nada pede e nada oferece, a não ser a vivência plena desse amor.

É amor que não tem regras impostas, mas que possui suas próprias regras, que emergem das circunstâncias em que acontece.

É amor clandestino mas não é amor bandido! Nem todo bandido é clandestino e nem todo clandestino é bandido...

Há clandestinidade em atos nobres incompreendidos ou reprimidos. Há clandestinidade no ocultamento da verdade que fere. Há clandestinidade no amor que precisa ser vivido, sem querer magoar a quem também se ama.

O amor clandestino não é ilegal. O amor clandestino não é imoral.

Imoral é viver a legalidade com desamor. É ferir com palavras e com silêncio. É impedir o outro de viver e de ser feliz!

Imoral é exigir preceitos sem sentimento!

Imoral é a falta de amor!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Caminho das Indias e do Insconsciente Coletivo

E a novela terminou!

Teve até gente que não foi ao lançamento do "Bola", no Rio, por causa do último capítulo da novela.. Tudo bem! Não ouso concorrer com a Glória Perez! Que, aliás, nos brindou com uma linda viagem pelas Índias...

Uma viagem pelas paisagens cativantes, que nos fez - até eu que não andava mais ligada em novelas... - parar na frente da Globo para assistir ao desenrolar da trama.

A trama que trouxe à luz os preconceitos da sociedade em relação aos transtornos mentais, mostrando a realidade, diferenciando psicose de psicopatia.

Mas o tema central da novela foi resumido pelo personagem Chankar, representado por Lima Duarte: "O bem e o mal têm que estar sempre juntos para que o homem possa escolher. E o campo de batalha é a mente humana".

A novela retratou o bem e o mal, tanto no oriente, como no ocidente. Falou do preconceito, tanto no oriente, como no ocidente. Porque o bem e o mal não estão só no Brasil, nem só na Índia. Nem só em governantes, nem só nas populações marginais.

O bem e o mal estão em nossas mentes. Para a Psicologia Analítica, o mal está no Inconsciente Coletivo. É o arquétipo da Sombra!

Uma outra novela, "A próxima vítima" - lembram? -, definiu de forma simples e popular o que é a Sombra: "Todo mundo tem um lado que não nos deixa fazer papel de bobo na vida"...

Fazer o quê, então? Todos somos bons e maus...

Mas, para ser bom é preciso tomar consciência do nosso lado mau, do nosso lado sombrio. Só assim, conscientes do nosso potencial também para o mal, podemos dominá-lo, podemos controlar os nossos desejos e impulsos sombrios!

Ou seja, só reconhecendo que somos maus conseguimos trazer nossa luz à tona!

Só reconhecendo nosso lado mau é que podemos ser bons!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CARTA A UM VIZINHO

Prezado vizinho,

Desculpe a indiscrição de publicar essa carta, mas acho que tenho esse direito… afinal, é por sua causa que eu estou acordada, em plena madrugada.

Não deu para escutar tudo o que sua mulher gritava para você, mas deu bem para perceber que era voz de mulher... você nem conseguia falar... ela estava mesmo muito brava!

Curiosa que sou, fiquei com vontade de saber o motivo da briga. Confesso que fiquei prestando atenção para descobrir...

Mais uma vez, desculpe a indiscrição, mas foram vocês que provocaram... eu estava lá, quieta no meu apartamento, tentando dormir...

E deu para perceber uma frase, a frase fatal: “SE VOCÊ FIZER ISSO DE NOVO, ....(não vou dizer o seu nome, que também deu para ouvir...) EU LARGO TUDO!”

Larga o quê? O casamento? Larga você? Larga os filhos?????

Poxa, vizinho! O que será que você fez de tão grave? Bom, a essa hora da madrugada com certeza a briga não começou do nada. Ninguém acorda de madrugada e cutuca o outro para brigar...

Certamente, ou vocês chegaram juntos a essa hora e você tinha aprontado alguma, ou, o mais provável, foi você quem chegou a essa hora!

E aí, meu amigo, não adianta dar nenhuma desculpa:chegar às 3 da madrugada em casa, só com o atestado de óbito do melhor amigo para justificar o atraso... não tem mulher que acredite que você estava em alguma reunião de trabalho, ou que deu pane no sistema da empresa... ou que havia engarrafamento de trânsito...

Nessa hora, não adianta criatividade! Eu, que estou ouvindo a briga de fora, já imaginei o que sua mulher e todas as mulheres pensam quando o marido chega em casa a essa hora: tem outra na jogada!

E não adianta chegar de mansinho, dizendo que foi envolvido pela outra, ou quem sabe, que ... puxa, nem consigo imaginar o que você poderia dizer numa situação dessas... confesso que não dá nem para ajudá-lo a arranjar alguma desculpa criativa, uma em que ela acredite...

Não dá mesmo para imaginar o que poderia ser se não for outra...a não ser, meu amigo, que no seu caso seja outro! E se é esse o caso, é melhor confessar!

Diz para ela que você foi se encontrar com seu amigo, ficaram conversando até tarde, vocês beberam, não dava para dirigir bêbado e você acabou dormindo na casa dele... não precisa entrar em detalhes... ela não vai sentir o perfume francês que as outras costumam usar para denunciá-lo, nem vai encontrar manchas de batom...

Ela vai acreditar e entender a situação! Depois de desabafar e dizer tudo o que tinha que falar, ela vai se sentir culpada por tê-lo julgado mal, vai pedir desculpas por ter se precipitado, antes mesmo de ouvi-lo...

Para compensar as palavras ditas anteriormente, ela vai ser mais carinhosa e até se oferecerá a você... que neste caso, já satisfeito pela noite vivida, vai ter que, aí sim, arrumar uma boa desculpa para não a querer...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

DEITADO EM BERÇO EXPLÊNDIDO, ÀS MARGENS DO IPIRANGA...

Neste 7 de setembro, abri o Twitter e estava lá a dica da jornalista Roseann Kennedy de um vídeo imperdível no Youtube: a cantora Vanusa cantando o Hino Nacional em tom dopado e totalmente “criativo”.

Achei interessante, por ser hoje 7 de setembro, “Dia da Pátria”. Dia de desfile da Independência!

Minhas lembranças percorreram a minha infância, quando eu ia com alegria ao Eixão (o Rodoviário, naquela época) assistir às comemorações do 7 de setembro. Lembrei de Dona Alita, diretora da Escola Classe 114 sul, que nos fazia cantar, sozinhos e em posição de sentido, diante de seus olhos e ouvidos atentos, o Hino Nacional, inteirinho e sem nenhum erro. Pelo visto, a Vanusa não estudou na 114...

O fato é engraçado, mas fiquei pensando em seu significado: não sabemos mais cantar o Hino Nacional! Antigamente se cantava com orgulho!

Na época da Ditadura, todos nós cantávamos o Hino Nacional com emoção e com o mesmo sentimento: o de defender a Pátria. Não importava em que lado você estava, se Esquerda ou Direita. Só que 'defender a Pátria' tinha significados diferentes, conforme o lado em que se estava...

Hoje, parece que Vanuza, cantando o Hino Nacional meio dopada, protagoniza a Nação Brasileira: meio dopada em meio a tantas ameaças internas de roubarem à nossa Pátria.

Ameaça que não vem de grande potências, como antes, quando se disputava não o território, mas as mentes, o maior tesouro de um povo.

A maior ameaça hoje é a do roubo interno. Do roubo do nosso Tesouro, através de manobras secretas que, como os roedores, entram sorrateiramente e subtraem, em pequenas parcelas, o que foi construído pelo suor dos rostos de trabalhadores honestos. Esta sim, tem sido a maior ameaça que estamos sofrendo!

E, diante disso, parece que todos se esqueceram como se canta o Hino Nacional... ou, quem sabe, aqueles que ainda tentam cantá-lo precisam dopar-se para criar-lhe uma nova versão!

Para assistir o vídeo: http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/erro-deu-certo-496754.shtml

domingo, 6 de setembro de 2009

SOCORRO!

Socorro é nome de gente! É nome de mulher. Geralmente é Maria do Socorro, em homenagem à Santa Mulher!

Não sei como se sentem essas mulheres que se chamam Socorro... o que sei é que esse nome pode dar margem à brincadeiras e confusões. Como essa, verdadeira, que vou relatar!

A pessoa, vítima de um golpe de estelionato, havia feito uma transferência bancária. Quando deu por si, o expediente bancário já havia sido encerrado. Tentou em vão entrar em contato com a agência que, após o expediente externo, não atendia ao telefone.

Desesperada, diante do prejuízo que a mãe tivera, sua filha passa um fax para a agência, na esperança de que alguém, algum funcionário, ou o vigilante, quem quer que fosse, atendesse ao seu pedido para encontrar, quem sabe, uma solução.

E foi assim que ela enviou o fax, ás pressas, escrito à mão:

“SOCORRO! Minha mãe foi vítima de um golpe... precisamos bloquear um doc... “

Esse, pelo que sei, foi o início do tal fax emitido, que não teve, no mesmo dia, a sua resposta.

No dia seguinte, ela recebe um telefonema: “Fulana, aqui é a Socorro, do Banco..., recebi só hoje o seu fax.....”

Felizmente a história teve um final feliz! A tal Socorro não atendeu o pedido a tempo... mas houve alguém que, felizmente, atendeu o celular!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

MADRUGADA

Na madrugada insone, no silêncio quebrado pelo “tic-tic” do relógio moderno, surge a inspiração para o texto. Surge a inspiração da escrita, da crônica e da poesia.

É no silêncio da madrugada, sem conversas, nem telefone, sem chamadas e interrupções, onde o único som a quebrar o silêncio é o ronco do estômago a reclamar...

É nesse silêncio da madrugada insone, onde se ouvem os gemidos do amor vizinho, a descarga do apartamento de cima, o chiado do notebook, o ruído do silêncio...

É nesse silêncio que medito sobre o que se ouve no silêncio!

No silêncio se ouve a própria voz. A voz da consciência, a voz interior, a voz do coração...

É no silêncio da madrugada insone, quando se tem a coragem de ouvir o silêncio sem a tentação de, ao toque do controle remoto, deixar as imagens e os sons televisivos invadirem nosso lar...

É nesse silêncio que se medita sobre a vida. É nesse silêncio que se pode lembrar os momentos felizes. É nesse silêncio que se pode sonhar, planejar, criar!

É no silêncio da madrugada insone que se pode mudar o pensar, e repensar a direção da vida.

É no silêncio da madrugada insone que se pode, com um toque, chamar o número da pessoa amada para conversar...

Ou, quem sabe, apenas, de mansinho, acordá-lo para amar!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

SETEMBRO


Setembro é o mês da primavera!

É o mês do florescer!

É o mês da flores, das cores, da alegria e do renascer!

É na primavera do hemisfério norte que surge a Páscoa, com o coelhinho saindo da toca, simbolizando o Cristo que renasceu.

Aqui no Brasil, sem Páscoa, nem coelhinhos, temos o sete de setembro. Mês da Pátria, quando em Brasília os meios-fios são caiados para, com o enverdecer dos gramados pelas primeiras chuvas, contrastar com os canteiros floridos emoldurados pela grama vicejante.

É em setembro que aproveito para, após lançado o primeiro livro, voltar a escrever mais e mais.

O blog agora tem nova cara, novas cores... Tem até plano editorial, mesmo que leigo. Crônicas curtas e rápidas, mais constantes. Twitter para quem quiser receber mensagem no celular...

Sejam bem-vindos os prenúncios da primavera!
Sejam bem-vindos os leitores que aqui chegam para ver a casa nova, para visitar-me outra vez!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

DOMINGO É DIA DE ENCONTRO


DOMINGO, DIA 30 DE AGOSTO A PARTIR DAS 12h30

ALMOÇO COM A AUTORA

NO LUNNA RESTAURANTE
SHOPPING DECK NORTE
- CA DO Lago Norte

Queridos amigos,

Muitos não puderam comparecer ao lançamento do livro..

Outros foram, mas não tivemos nem um tempinho para conversar...

Outros querem comprar o livro para presentear...

Então, domingo teremos essa oportunidade de nos encontrar, obter o livro, papear...

Será no Lunna Restaurante... um delicioso buffet (a kg) que vale a pena conhecer...

Aguardo vocês!

Meu abraço,

Dulcinéa

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Já voLLtei do RRRiiiiiio GrrAAANNNdEEE !!!!!












Neste último fim de semana aconteceu o lançamento do livro “Bola de Cristal e Varinha de Condão” na cidade de Porto Alegre.

O evento foi muito bem organizado pela Carina, da Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi e muito bem divulgado pela amiga Lucélia, da agência de viagens, a Poltrona 1.

Participei do Programa Gauchesca na Radio Rural da RBS, num bate-papo gostoso com a simpática Luciana Fagundes e com o Bruno Monteiro

O Bagre Fagundes, publicou uma nota sobre o lançamento do livro em sua coluna no Diário Gaúcho. Senti-me muito acolhida, quando ele me chamou de “gaúcha emprestada”. . No Rio Grande do Sul Os Fagundes são referência na promoção da cultura gaúcha.

Fechei minha estadia em Porto Alegre, participando do galpão do Dorotéo Fagundes no programa Galpão do Nativismo da Radio Gaucha

Na roda de conversa, muito informal, que ia ao ar para todo o Rio Grande e este vasto Brasil, o Dorotéo me perguntou porque, em minha opinião, atualmente as pessoas precisam tanto de psicólogo.

Respondi prontamente, sem nem pensar muito: é porque elas não tem tempo para conversar... lembrei da minha última crônica, a Roda de Chimarrão, em que ressalto esse saudável costume gaúcho de sentar para conversar.

Hoje acordei pensando em escrever mais sobre esse tema: a conversa. Até já publiquei uma crônica no livro sobre a “Papoterapia', onde escrevi sobre os benefícios de se ter sempre alguém para conversar. Não é uma psicoterapia, com todo o conhecimento que possui um profissional, mas é terapêutico, ou seja, atua na preservação da saúde mental, emocional e, consequentemente, na saúde física de todas as pessoas.

Há pessoas que não têm com quem conversar. São pessoas que vivem isoladas de outras. Isso é muito comum na velhice, quando as pessoas já estão aposentadas, os filhos já construíram as suas vidas, alguns se separaram de seus cônjuges, outros ficaram viúvos. Com esforço, poderiam se incluir em algum grupo de convivência.

Mas há aqueles que, mesmo ainda mais jovens, também se isolam, voluntaria ou involuntariamente. Muitas vezes até gostariam de se incluir em algum grupo, mas não conseguem pela própria timidez.

Outros vivem solitariamente porque se acham melhores do que outras pessoas e não encontram,em sua visão, “pessoas suficientemente boas que mereçam a sua companhia”. São pessoas soberbas, que se acham melhores do que os outros. Esses sempre ficarão sós...

Mas a grande maioria das pessoas, apesar de participar de vários grupos, como o de trabalho, a família, grupo religioso, grupo esportivo etc, mesmo estando sempre cercadas de pessoas, podem sentir-se solitárias.

Sentem-se solitários porque conversam sobre coisas banais, superficiais, mesmo em família. Não há espaço em suas vidas, ou não existe a habilidade e o costume de uma conversa profunda, de falar sobre seus sentimentos mais íntimos, seus medos, suas angústias, suas pequenas alegrias pelas conquistas que, aos olhos de outrem, podem parecer coisas pequenas, mas que, para ele, é muito importante.

Dessa forma, as pessoas, mesmo convivendo na mesma casa, e até mesmo, dormindo na mesma cama, deixam de se abrir totalmente para o outro, não encontram um espaço para a comunicação profunda, verdadeira, confortante, acolhedora. Essa, para que se torne hábito e constante em sua vida, precisa ser cultivada.

É preciso, primeiro, estar aberto para que a comunicação profunda aconteça. É preciso querer se abrir. É preciso querer ouvir o outro. Parece simples, mas a maioria das pessoas não sabe ouvir. Quando o outro começa falar ele pensa que já sabe o que o outro quer dizer e vai logo respondendo, ou pior, criticando.

Outras vezes quando o outro começa a falar algo que já falou, é logo cortado. A fala repetida é muito comum, principalmente com o avançar dos anos e (segundo os homens) é comum na mulheres. A fala, nesse caso, não tem o objetivo de informar, mas tem o objetivo de reviver a emoção.

Quando estamos alegres, queremos contar para todos o motivo de nossa alegria. Quem é que se torna avô e não sai por aí, contando as gracinhas do neto para todo mundo? Eu tenho alguns amigos que estão estreando nesse papel de avós...não é soberba! Não é orgulho! É curtição daquela criaturinha tão linda ... é a fala repetitiva para expressar a emoção.

Repetimos a fala, também, quando estamos com raiva.. alguém nos cortou no trânsito ou nos fez outra coisa ruim, por exemplo. Contamos várias vezes para esvaziar a raiva, para nos sentir aliviados.

Às vezes estamos tristes... nesses casos, nem sempre repetimos, mas nos fechamos, esperando o outro perceber que estamos tristes e que venha ao nosso encontro...

Enfim...há muito o que se falar e escrever sobre a comunicação.... aqui dei apenas algumas pinceladas, inspiradas pela pergunta do Dorotéo....

Mas fica aqui a idéia de dar continuidade a esse tema.... a pedra angular da construção de todo e qualquer tipo de relacionamento!

Meu agradecimento aos gaúchos que me acolheram em sua “roda de chimarrão”.... Pra dizer a verdade, até nem tomei chimarrão dessa vez... mas, o mais importante, eu fiz... eu tive a oportunidade de conversar... conversei através do livro que levei, conversei nos programas de rádio, conversei com amigas queridas de lá....

Voltei com vontade de voltar!

Meu agradecimento, de coração aos queridos amigos gaúchos.....


Fotos:
À direita, a autora com a psicóloga Marta Echenique,da Federação Brasileira de Psicodrama e referência do Psicodrama em Porto Alegre.

À esquerda, a autora com a senhora Sirley Montana, da Federação das Mulheres Metodistas da 2a região e liderança metodista em Porto Alegre.

Presenças, dentre outras que abrilhantaram o evento e trouxeram muita alegria à autora.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A RODA DE CHIMARRÃO

Não sou gaúcha! Não nasci tão lá no sul. Mas, confesso, gosto dos gaúchos e do seu jeito de ser! Gosto de ver o jeito como mantêm a tradição! Gosto do jeito que falam, sempre usando o tu.

Gosto do seu churrasco! Gosto de sua tradicional música, tocada numa boa gaita de oito baixos!

Gosto tanto dos gaúchos que já houve um dia em que desejei ter nascido lá, por aquelas plagas do Sul! Gosto tanto dos gaúchos que aprendi a tomar chimarrão!

Não sei se o que digo é certo, mas de todo lugar do Brasil, me parece, a roda de chimarão é o único ritual que não é ligado a nenhuma religião. No nordeste tem muito ritual, tem muita procissão, onde católicos devotos buscam as bênçãos dos céus; na Bahia tem o ritual do candonblé; pelo Brasil afora, tem muitos outros rituais...

Ritual é coisa do sagrado. Ritual faz a gente nunca se esquecer de fazer tudo do mesmo jeito. E aí, na repetição, cada vez que se repete, repete de um jeito melhor. Repete lembrando tudo que aconteceu nas outras vezes que se repetiu o ritual.

Ritual não deixa a gente deixar de fazer sempre daquele mesmo jeito. Não deixa dispersar. Não deixa abandonar. O ritual traz concentração. O ritual traz união!

E de todos os rituais que não são chamados de cristãos nem de outras religiões, dos que eu conheço e me lembro, a roda do chimarrão é o que me parece ser o mais cristão!

Primeiro, tem todo um jeito, segundo o que eu aprendi, de preparar a cuia. O mate tem o jeitinho certo de ser arrumado para o topete não desmanchar. A água precisa estar no ponto certo. Não pode ferver, só pode chiar...

Sentados em círculo, o ritual continua.. a cuia do mate quente passa de mão em mão. O primeiro a tomar, pelo que sei e participei, é o que, na minha visão de não gaúcha, é o "dono da cuia". É como um líder que vai enchendo a cuia e vai passando para cada um...quem recebe a cuia vai sorvendo devagar o mate quente, que aquece o corpo. Aquece a alma! Sorve no mate o calor daquela união. É a união da família! É o tempo de conversar!

Quem toma o mate, toma até o fim, até roncar. Não pode dar só uma "tragadinha". Aquela é a sua vez, na roda onde se respeita a ordem. Todos têm a sua vez, têm que esperar o outro tomar. Quem toma não pode demorar muito com a cuia na mão. Não pode se esquecer e parar para conversar. É um ritual de disciplina. Cada um precisa aprender a esperar. Cada um tem a sua vez. Todos respeitam a vez de cada um. Todos esperam a sua vez, com paciência e respeito. Quem tem a cuia, precisa respeitar o direito do outro que está a esperar.

O mate é meio amargo. Não pode adoçar. Afinal, a vida tem amarguras. Mas na união da conversa, assim como o mate perde o amargor, a vida parece ficar menos amarga também.

O mate é quente! O máximo que dá pra aguentar...e, no engolir o mate quente, o corpo frio se aquece. Aquece também a alma da gente.

É na roda de chimarrão que começa o dia gaúcho. Que se colocam em dia as conversas. E no alvorecer, junto com o sol que vem nascendo, eles vão ali, os gaúchos, esperando um dia feliz.

Ao entardecer, na hora que o sol se põe, lá estão eles de novo: na roda de chimarrão! Contam o seu dia e como foram... contam casos engraçados...contam tudo que aconteceu.

Considero a roda de chimarrão um ritual sagrado! Um ritual de união. Um ritual do amor cristão. É na roda que simboliza o infinito, onde não há começo nem fim, que se faz a troca, que se faz a entrega, que se faz o receber da mão do outro o calor do amor, o calor da união, o calor do chimarrão!

Nesta semana, vou para aquelas plagas do sul.... na bagagem levo meu livro... quero mostrar um pouco de mim.

Sei que na volta, a mala virá pesada... pois quero trazer de lá um pouco desse calor! Quero trazer a mala bem cheia desse jeito de ser.

Chimarrão rima com união. Chimarrão rima com coração!

Quero trazer comigo um pouco dessa união, um pouco desse jeito de viver na roda do chimarrão!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

PEQUENAS ATITUDES FAZEM GRANDE DIFERENÇA

Algumas pessoas me perguntam como foi o processo de publicação do livro Bola de Cristal.

A história começou com o blog. Publicava crônicas, sem muita pretensão. Um dia, por ocasião da comemoração de meu aniversário, imprimi uma seleção das crônicas publicadas no blog, encadernei e presenteei algumas pessoas que eu sabia não terem acesso à internet, como meus pais, por exemplo. Quando percebi, tinha quase um livro.

Foi aí que resolvi ir atrás de uma editora que o publicasse. Inscrevi os originais num site que tem o objetivo de promover o encontro entre autores e editores. Paguei uma quantia para isso. Alguns editores se interessaram em publicar o livro... desde que eu bancasse todas as despesas. A que mais me chamou a atenção foi a que sugeriu que eu pagasse as despesas de edição e impressão e eu receberia 10% do valor da capa.... para mim, essa era uma proposta indecente.... Eu pensava: se for para pagar todas as despesas, não preciso publicar livro algum, pois o blog já é uma forma de divulgação de minhas crônicas.

Mas, essa e outras propostas me fizeram pensar na possibilidade de, publicando por conta própria o livro, colocar em consignação em alguns lugares. Eu pensava que isso seria possível; não imaginava o quanto é caro um espaço para se expor um livro.

Foi aí que eu entrei na Siciliano do Liberty Mall, onde tenho consultório, para perguntar como essas coisas funcionam. O vendedor chamou a gerente para conversar comigo.

Ela então me sugeriu que procurasse a LGE, que é uma editora de Brasília. Mostrou-me outros livros editados pela LGE. Eu gostei da qualidade e enviei o original para a editora. Rapidamente obtive uma resposta positiva. O resto da história vocês já sabem....aí está o Bola de Cristal!

Nunca esqueci daquela gerente! Não lembrava o nome dela, mas a atitude que teve foi fundamental para todo esse processo. Ela parou o seu trabalho para me dar atenção naquele momento.

O lançamento foi marcado para a maior loja da Saraiva de Brasília. A Saraiva comprou a Siciliano e, desde então, investindo mais, vem reformando e dando novo formato às suas lojas. A Saraiva do Pátio Brasil, em Brasília, é uma Mega Store – o padrão da Saraiva, que oferece todos os seus produtos, hoje não somente livros, mas papelaria, informática e outras tecnologias também.

Lá também fui muito bem recebida. A gerente da loja, Lilian, me recebeu bem, deu dicas importantes para o lançamento, indicou buffet para o coquetel etc. O lançamento foi um sucesso, graças ao atendimento que recebi dela e de toda a sua equipe.

Ontem, como troquei de smartphone, estava fazendo uma revisão na minha lista de contatos.... adivinha o que eu descobri: o nome daqela gerente da livrariado Liberty que me indicou a LGE!

E sabe o nome dela? Lilian! Foi ela quem trabalhava na pequena loja do Liberty Mall e hoje é gerente da maior loja da Saraiva em Brasília.

Eu, que sou também psicóloga organizacional e do trabalho, posso entender bem porque a Lilian foi promovida. Certamente aquela pequena atitude que ela teve no atendimento que me deu no Liberty há dois anos não foi isolada. Imagino que é um comportamento contumaz. Imagino que ela sempre atendeu bem todas as pessoas que entraram na loja. Por isso cresceu como profissional.

Nessa história todos saíram ganhando. A Lilian cresceu na empresa, eu publiquei um livro, a LGE descobriu uma escritora, a Saraiva tem em mãos um bom livro para vender e todos vocês têm a oportunidade de ler e presentear um bom livro!

A atitude da Lilian me lembra um jargão que sempre usamos nos cursos de desenvolvimento nas empresas: Pequenas atitudes fazem grande diferença!


À Lilian e sua equipe, à LGE e à Saraiva, minha gratidão!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A SEMENTE FOI PLANTADA


Acordo, hoje, após o lançamento do meu primeiro livro!
A sensação é estranha... é um misto de paz com o sentimento de que tudo está acontecendo como deveria acontecer.
Fiquei muito feliz com a presença de tantos amigos queridos... para a livraria, o lançamento foi um sucesso! O maior evento que a livraria já teve.
Sou muito grata a todos os amigos que estavam ali comigo, presencialmente ou virtualmente. Muitos que não puderam ir enviaram e-mails ou telefonaram.

Ao mesmo tempo que fiquei tranquila pelo evento em Brasília, fiquei apreensiva quanto à perspectiva do lançamento em outras cidades...e aí? Como será? Tenho amigos em todas elas: Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, mas a maioria dos amigos está concentrada em Brasília. Será que nas outras cidades vou ficar sozinha, sentada à mesa, esperando alguém chegar? Esses são pensamentos meus, preocupações minhas; mas sei que todos, quando passamos por situações de expectativa, sempre temos também os nossos medos, as nossas inseguranças... Queremos sempre que tudo aconteça da melhor forma possível. Queremos sempre coisas grandes!

Existe uma tendência nossa de valorizar aquilo que é grande. Votamos nos candidatos que têm muita propaganda e que sabemos de antemão que têm chances de vencer.
Queremos assistir aos programas de TV que tem alto ibope. Usamos as roupas que os artistas usam. Torcemos para o time que está ganhando.

Esquecemos, muitas vezes, dos pequenos começos. Das pequenas coisas que são importantes.

Ao acordar, hoje, me deparo com a parábola do Mestre, sobre o grão de mostarda. Tão pequeno, mas que traz o potencial de uma grande e frondosa árvore.

Lembro que, para mudar a rota de uma aeronave, basta apenas mudar um mínimo, até menos que um grau....

Lembro que mudanças em nossas vidas começam também com pequenos começos. Com uma única e às vezes pequena mudança de atitude, pelo menos quanto a alguma coisa.

Lembro do relato de uma cliente, que diz: bastou falar aqui sobre o problema que eu estava enfrentando em casa, que a situação lá já mudou. Como pôde? Parece até mesmo "milagre", para os religiosos, ou "bruxaria", para os misticos...

Nada disso! É muito simples: quando você fala de alguma coisa que o está incomodando,você internamente muda sua atitude. Consequentemente, mudando sua atitude, o outro muda a atitude dele também...

Pequenos começos... grandes mudanças!

Agradeço a todos os amigos queridos que prestigiaram o lançamento do Bola de Cristal!

Que o livro seja uma semente na vida de muitas pessoas, contribuindo para o seu desenvolvimento pessoal e uma vida mais feliz!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

SAINDO UM LIVRO QUENTINHO DO FORNO...

Só hoje percebi... já faz quase um mês que não publico crônica alguma no blog.

Alguns leitores estranharam: O que está acontecendo? Por que parou de escrever?

Obrigada pela preocupação... é um sinal de carinho e atenção.

Ando envolvida em muitas coisas, mas a principal delas é uma boa notícia!

Recebi com simplicidade, através de um e-mail: "Cara Dulcinéa, seu livro está pronto! Att. Samuel.

Samuel foi quem fez a arte da capa do livro que está saindo do forno...

"BOLA DE CRISTAL E VARINHA DE CONDÃO – Para entender, transformar e amar"

Ainda estou tomada pela emoção! O primeiro livro! Minhas lembranças percorrem todas as minhas experiências "primeiras"...

A primeira escola, o primeiro dia em Brasília, o primeiro beijo, o primeiro filho, a primeira filha, a primeira árvore que plantei.

Dizem que para nos realizarmos é preciso gerar um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.

Por esse critério, eu estaria, então, realizada. Sinto-me feliz, sim. E realizada, também.

Mas, para mim, esse não é o final da estrada. Pelo contrário; é o início de um novo papel.

Quando comecei minha jornada como psicóloga, não imaginava nem almejava chegar até aqui. O processo da publicação do livro começou a partir do consultório, das experiências relatadas e trabalhadas nos grupos de terapia. As crônicas do blog, compiladas e acrescidas de outras inéditas, deram origem ao livro que está saindo do forno... quentinho, com aquele cheirinho de pão fresquinho, que abre o nosso apetite e nos faz comer aquela pontinha, mesmo antes de chegar em casa.

Do texto até aqui foi um caminho... entre idas e vindas de e-mails trocados com o escritor Nelson de Oliveira, que é assistente editorial da LGE, fomos construindo o formato do livro. Nelson é escritor experiente, além de doutor em literatura. Foram importantes os feedbacks do Nelson e as suas sugestões para aprimorar o texto inicial. A interação com o Tadeu Costa Moreno, que fez as ilustrações, também foi enriquecedora. Houve um ajustamento crescente entre o texto e as ilustrações. Ao final, ele relatou que, à medida que foi lendo o livro, foi se envolvendo e assimilando o estilo e o conteúdo, estreitando, assim, a sintonia entre o texto e as ilustrações. Então veio a construção da capa. Aí entrou em campo o Samuel Tabosa de Castro, coordenando a diagramação e formatando a arte da capa do livro, utilizando duas vinhetas das crônicas. Foi ele quem escolheu as vinhetas. Teve a sensibilidade de escolher para a capa a ilustração sensivelmente captada pelo Tadeu, que resume o conteúdo de todo o livro: é nos olhando no espelho das águas do inconsciente, reconhecendo a nossa alma, que podemos transformar nossa vida e nossa história, amadurecendo e nos preparando para amar!

Finalmente, a última leitura, aquela que peneira com olhar cuidadoso, para deixar o livro perfeito, como o Nelson sempre insistiu para ser. Ela foi feita pela minha amiga Irene Fagundes Silva, a Neca, a amiga que inspirou uma das primeira crônicas publicadas, Andando de bicicleta. Euclides Fagundes, o Quico, seu irmão, que é músico e compositor, foi o primeiro que me encorajou a mostrar os meus escritos, e a Ana Cecília, a Tita, a caçula da família que tanto me incentivou, é uma das principais comentadoras do blog.

Meu agradecimento a todos os que participaram dessa construção conjunta, que se iniciou com a troca no consultório, com as minhas próprias histórias, com a troca entre os leitores do blog, numa corrente onde os elos foram formados pelos encontros e fortalecidos pela cumplicidade e a união.

De coração, meu agradecimento a todos!

A Deus, o Criador, que nos dá o talento da criação!

À minha família, o seio de fomentação de tudo o que vivi.

A todas as pessoas com quem cruzei pelos meus caminhos, que deixaram um pouco de si para mim.

Aos meus filhos, frutos do meu ventre, que me alimentam de carinho e me fazem cada dia uma pessoa mais feliz e melhor.

Aos meus amigos sinceros, cuja cumplicidade, incentivo e apoio me fortalecem e não me deixam cair, quando tropeço.

Aos meus clientes, que me fazem entender a alma e o sofrimento humano, que abrem a porta de seus corações e permitem que meu bisturi toque suas feridas.

Aos leitores do blog, que me incentivaram a continuar escrevendo, através de seu apoio e do confronto de idéias.

A toda a equipe da LGE Editora, que me encontrou perdida no meio do caminho, com uns rabiscos nas mãos e me ajudou a transformar tudo aquilo no livro que hoje está sendo publicado.

A todos, a minha eterna gratidão! Mais do que a publicação do livro, é, para mim, um processo de crescimento e transformação pessoal.

Que o livro cumpra o seu papel na construção de um mundo melhor! É esse o meu desejo!

Obrigada!

Em breve serão divulgados a data e o local do lançamento oficial, mas o livro já pode ser encontrado nas lojas de Brasília da livraria Leitura.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

CARREGANDO, JUNTOS, A MESMA SACOLA...

A Fernanda escreveu:

“fiquei muito feliz em saber que pessoas se encontram, se apaixonam e se amam, cada qual com o peso da sua mochila”

Essa frase merece uma crônica:

Será mesmo que não devemos carregar a mochila do outro? Ou seja: será que, numa relação amorosa, de companheirismo, não devemos carregar uns as cargas dos outros?

Em alguns momentos, penso que precisamos, sim, carregar a mochila do outro. Imagine que ele tenha se machucado... ou, por qualquer motivo, tenha ficado sobrecarregado. Doença, necessidade de cuidar dos pais, necessidade de cuidar de um filho que não seja do casal, problemas no trabalho, desemprego etc.

Isso acontece com qualquer pessoa. Quando duas pessoas resolvem caminhar juntas, trazendo suas mochilas de relacionamentos anteriores, seria utopia pensar que não haveria momentos em que a mochila de um ou de outro pesasse um pouco mais.

Se existe amor de verdade, o natural é que se ajude o outro a carregar sua mochila. Aliás, no meu entendimento, esse seria o principal objetivo de caminhar juntos: um ajudar o outro. Se um cair, o outro ajuda a levantar.

Quando a bagagem foi criada em conjunto, como nos primeiros casamentos, o peso precisa ser mesmo compartilhado, e de forma igualitária. Não há espaço para achar que, porque um ganha mais do que outro, não tem responsabilidade de colaborar nos cuidados dos filhos pequenos, por exemplo. Há homens que acham que, por ganharem mais do que a mulher, não precisam cuidar dos filhos.

Pior ainda, quando a mulher não pode trabalhar fora, porque a carga com os filhos é muito grande, ou porque o casal optou que seria a melhor forma de cuidar dos filhos pequenos. Atenção de pai é insubstituível!

Lembro que, no tempo em que não existia supermercado, levávamos para o mercado ou a feira uma grande sacola de lona, onde colocávamos todas as compras. Era pesada para carregar por uma única pessoa. O ideal era cada um pegar numa alça...

Talvez seja uma forma interessante de conviver a dois: ambos carregarem juntos a carga que, independentemente de sua origem, passa a ser dos dois!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

CAMINHOS QUE SE CRUZAM

No dia 3 de novembro do ano passado, publiquei a crônica “Nada acontece por acaso” inspirada no comentário de um leitor sobre uma crônica publicada no dia 09 de outubro de 2007 Cada um carregue a sua mochila”


No dia 29 de maio último a Fernanda, leitora do Blog, postou o seguinte comentário:

"Oi Dulce, sempre passo por aqui e leio alguma coisa; parece incrível, é como se eu estivesse precisando de uma palavra, uma luz, e o texto do dia sempre me ajuda. Esta semana, mais calma, comecei a devorar seus textos e achei essa linda história de amor, de afinidades, cumplicidades, não sei bem qual a palavra, enfim de um encontro sem pretensões, mas cheio de vontade e amor. Sem interesses na bagagem do outro, ou melhor, no peso de cada mochila.
Vivi uma experiência muito parecida com a do Márcio e confesso: fui feliz no caminho; o problema sempre é a volta. Mesmo não querendo, sua bagagem começa a pesar.
A minha história é um pouco mais complicada que a dele; parece que ambos eram descompromissados, já eu... não.
Mas, como tudo passa nessa vida, o bom é que guardamos um lindo álbum de lembranças no coração.
Obrigada por escrever e nos iluminar.
Obrigada e parabéns também ao Márcio pelo lindo relato de amor, fiquei muito feliz em saber que pessoas se encontram, se apaixonam e se amam, cada qual com o peso da sua mochila.
Beijos.
Fernanda"


Obrigada, Fernanda, pela sua contribuição!

Gostei muito do que você escreveu no final: "fiquei muito feliz em saber que pessoas se encontram, se apaixonam e se amam cada, qual com o peso da sua mochila".

Concordo com você! Independentemente do "peso de nossas mochilas", é possível se encontrar, se apaixonar e se amar!

Seu comentário foi muito importante para mim, no que você relata sobre como o blog tem ajudado no seu desenvolvimento pessoal. Esse é o objetivo do blog: propiciar às pessoas a reflexão sobre suas vidas. Fico feliz, pois ele chega no momento em que o livro BOLA DE CRISTAL E VARINHA DE CONDÃO – Para entender, transformar e amar, está às vésperas de ser publicado pela LGE editora. O livro nasceu deste blog, Caminhos TanGENTES. Uma extensão da proposta de tangenciar os caminhos dos que passam por aqui...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MEDO DE SER FELIZ!

Então eu lhe perguntei:

- E você, está feliz?
- Sim, estou feliz!

Não pensem que ela saltitava por aí de alegria, apregoando aos quatro cantos o que havia acontecido.

Ela estava feliz, sim. Mas estava feliz por dentro. Estava feliz porque tinha a clara e inconfundível sensação de que estava acontecendo o que desejava, e de que tudo estava acontecendo do jeito que tinha de acontecer. Do jeito certo de acontecer, mesmo que ela nem soubesse qual seria o jeito certo.

O sentimento era de profunda satisfação existencial. Um sentimento de completude, de pertinência, de saber que faz parte de um plano muito mais amplo. Um plano superior, numa existência única de Amor, que surpreende as expectativas. Onde o inacreditável se torna real, as promessas que não se conseguia crer realizam-se.

Tudo agora parecia se encaixar perfeitamente, de tal forma que parecia incrível nunca ter pensado antes que pudesse ser assim.

Muitas vezes deixamos de realizar e viver aquilo que queremos por não acreditarmos do que seríamos capaz. Desistimos antes de começar. Desistimos antes de começar porque temos medo de investir, de criar expectativas que poderiam não se realizar. Mas se nem tentamos, como elas poderiam se realizar?

Chamamos isso de "medo de ser feliz". Temos medo de não conseguir alcançar aquilo que desejamos. Temos medo porque, chegando onde gostaríamos de chegar, nós achamos que vamos ser invejados. Nós temos a ilusão de que vamos perder o amor do outro. Temos medo da inveja do outro. E por isso acabamos não desejando, nem realizando o que poderíamos realizar.

Esse é um mito:"Vou perder o amor do outro se for melhor do que ele". Basta olhar para pessoas de sucesso e ver o quanto são amadas. As pessoas amam as pessoas de sucesso porque elas lhes dão esperança de terem sucesso também. Ou então as pessoas amam as pessoas de sucesso porque estar perto delas significa ter sucesso também.

Todos querem torcer pelo time que está ganhando, querem votar no político que o ibope aponta como provável vencedor, são fãs dos artistas que fazem sucesso. Queremos ter sucesso por meio de quem tem sucesso.

Mas, quando chega a nossa vez de ter sucesso, temos medo de perder o amor do outro. Esquecemos que cada um de nós tem a capacidade de chegar ao topo, aonde sonhamos, aonde o outro que admiramos também chegou!

sábado, 9 de maio de 2009

MÃES DE CORAÇÃO

Ao ver a menina moreninha levar ao altar as alianças do casamento da meia-irmã, ela ficou encantada!

Sabia que a menina era uma filha do coração. Filha do coração de uma mãe que queria muito ter tido uma filha e escolheu aquela menina para tornar-se mãe!

Mãe que é mãe, mãe que já nasceu para ser mãe, é assim: Não importa se tem filhos ou não. Faz de todos os seus filhos. Já nasceu para cuidar!

Se tem filhos, os cria; se não os tem, cria os filhos dos outros. Quem nasceu para ser mãe acaba sendo mãe dos irmãos, mãe do marido, mãe do namorado, mãe dos pais, mãe das amigas, mãe dos sobrinhos, mãe do gato, do cachorro, do papagaio e até do peixinho do aquário.

Mãe que á mãe, já nasce mãe e sabe que sua vida só faz sentido escolhendo ser mãe. Mãe que é mãe trabalha como mãe. Escolhe ser médica, psicóloga, professora, enfermeira, massagista, cuidadora, babá ou o que for. Sobrevive sendo mãe.

Ela era uma dessas mães que já nasceram mãe. Eu a conheço há alguns anos e sempre soube do seu desejo. Ela, que já era mãe desde que nasceu, queria agora ter uma filha. Uma menina moreninha como aquela que trazia as alianças.

E como foi durante o ritual sagrado que ela sentiu o desejo, O Pai, que lá de cima via tudo, resolveu atender. Pelas minhas contas, foi nesse mesmo tempo que nasceu uma linda menina, moreninha como aquela que ela viu nos seus sonhos.

Um dia elas se encontraram. A menina precisava de uma mãe. A mãe precisava de uma filha. E foi num momento mágico, num encontro casual que se encontraram. Encontraram-se e se reconheceram. Era a filha que buscava. Era a mãe que a menina necessitava. Do encontro, a conversa; da conversa, a visita; da visita, o passeio; do passeio, o fim de semana juntas. Da experiência de se conhecerem nasceu o desafio do primeiro mês....

Este ano o dia das mães é especial. É o primeiro dia das mães em que ela abraça a filha tão querida!

A filha que, desde o primeiro fim de semana,  já a chamava, magicamente, de MÂE!




Minha homenagem a todas as mães nesse dia, mas especialmente às mães de coração, e particularmente, à minha amiga Cláudia, que expandiu o seu coração para acolher a Karol. Que Deus abençoe a nova família!

sábado, 11 de abril de 2009

PÁSCOA!

Estamos na Semana Santa!

Santa quer dizer sagrada! No caso, a Semana é Sagrada porque nela comemoramos a morte e a ressurreição de Cristo.

Para os cristãos, é data magna. Pois o que justifica o Cristianismo é a Redenção!

Na saída do paraíso, pelo pecado: a morte e a separação. Mas na redenção temos o resgate de nossa condição de filhos amados de Deus.

É na aceitação plena dessa verdade que nos fazemos mais próximos de Deus.  Para mim, que sou cristã e que também entendo, pela psicologia, o processo de individuação, vejo na Páscoa cristã o simbolismo do  processo de individuação. A possibilidade de nos tornarmos cada vez mais quem realmente somos! A conclusão da jornada do nosso Eu!

O reconhecimento de nossas fraquezas, de nosso lado sombrio, é necessário para se dar início a essa jornada. Aquilo que se desejaria fazer de bem, nem sempre se consegue e o que não se gostaria de fazer de mal, muitas vezes acontece. Essa é a fraqueza do ser humano e o seu principal conflito. O reconhecimento dessa fraqueza é que nos impulsiona a buscar a integração de nosso Eu. Nos leva a buscar a integração e a completude através da integração de nosso lado masculino, para as mulheres, e do lado feminino, para os homens. Somos impulsionados a ser pessoas plenas, integradas para, finalmente, chegarmos ao nosso âmago, nos tornando cada vez mais próximos de nosso verdadeiro Ser, cada vez mais próximos de nossa Essência.

Isso acontece com o reconhecimento de que é necessário um sacrifício para que essa integração aconteça. Para os Cristãos, esse sacrifício foi feito por Cristo e, pela fé, isto é, aceitando esse passaporte, é possível resgatar a nossa condição divina.

Por isso gosto tanto da Páscoa! É uma oportunidade de refazer a cada ano esse ciclo. De trazer à memória o que pode nos dar a esperança de sermos pessoas mais próximas de nosso Eu Divino. A possibilidade de sermos mais próximos da Graça do Pai que nos recebe e nos ama tal como nós somos!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

CATANDUVA: Carnaval, ventiladores e pedofilia

Sou de Catanduva. Nasci lá, fui para o Rio e nunca mais voltei. Nunca mais voltei a morar, mas ia lá nas férias, visitar primos e avós.

Depois, adulta, quando falava em Catanduva, as raras pessoas que já tinham ouvido falar de minha cidade, logo diziam: – Ah!!! o melhor carnaval do interior de São Paulo!

Houve um tempo em que falar de Catanduva lembrava que a cidade é ou era a maior produtora de ventiladores do País. Um dia cheguei a ficar orgulhosa ao verificar que um ventilador que eu havia comprado era “made in Catanduva".

Há também os amigos que brincam com o nome da cidade: catando uva... sei lá por que a cidade é chamada assim.

O fato é que, finalmente, Catanduva entrou para as manchetes de jornais. Infelizmente, através de uma triste notícia: Lá existem pedófilos. Uma rede deles abusando de crianças inocentes. Um horror!

Acho bom, embora muito triste, quando essas notícias vêm à tona. Sim, vêm à tona... porque pedofilia e abuso de crianças não são novidade. Mas escondidos sob o manto do medo e da vergonha, muitos adultos de hoje, crianças de ontem, chegam à clinica psicológica com queixas diversas: dificuldades de relacionamento afetivo, dificuldades sexuais, medo generalizado de se relacionar, casamentos e escolhas mal feitas, dificuldade de delimitar seu espaço na família e na vida. No aprofundamento do processo, ou seja, na análise profunda, já decorrido algum tempo de psicoterapia, escondidas no inconsciente, vêm à tona as lembranças... as lembranças da criança abusada!

Não...não pensem que é esse tipo de abuso sexual explícito, com intercurso ou com exposições na internet. Até porque quando os adultos de hoje eram crianças não havia tanta tecnologia que facilitasse nossa vida e a propagação de atos impróprios. Com a tecnologia tudo se potencializa: o bem e o mal! Tudo anda mais rápido. Tudo é agilizado. Mas, no tempo da infância dos adultos de hoje, uma época onde tudo era mais escondido do que é hoje, já existiam, sim, a pedofilia e o abuso de menores.

As lembranças trazem cenas de medo, espanto e prazer... tudo misturado. São cenas noturnas de irmãos mais velhos, primos, tios, cunhados, que sorrateiramente entram no quarto para acariciar a menina, que, assustada, tranca a porta, se esconde, mas não conta nada a ninguém. E não conta porque intuitivamente sabe que o fato desvendado seria motivo de briga, discórdia e até, pasmem, perda do afeto do abusador. São cenas da menina moça, que já passada a época do colo adulto, se deixa seduzir pela sua própria carência de carícias inócuas, submetendo-se inocentemente às carícias erógenas. Ao invés do necessário abraço afetivo, recebe carícias em zonas íntimas, escondidas dos olhos ingênuos da mãe. Quando o abusador é o padrasto ou até mesmo o pai biológico, o medo é ainda maior, pois a sensação de prazer negado se mistura ao sentimento de medo e de traição à mãe. Medo de que a denúncia não seja ouvida. Medo de provocar briga entre os pais.

A notícia de Catanduva é muito triste... mas que a atenção ao mal maior não esconda o que acontece sorrateiramente no silêncio de tantos lares...

segunda-feira, 16 de março de 2009

PEDAGOGIA DO AMOR

- PEDAGOGIA?????? Como assim, pedagogia? Você tem capacidade para fazer qualquer curso que queira...

O pai da adolescente precoce e inteligente não se conformava com a decisão da filha que, desde pequena, sabia o que queria. Acabara de prestar o seu primeiro vestibular na USP com pontuação suficiente para ingressar no curso de medicina.

- PEDAGOGIA????? Perguntaram tios e parentes. Ele tem capacidade para fazer qualquer curso que queira....

Ele já estava inserido e bem reconhecido no meio profissional. Trabalhara na Europa, disputado entre grandes empresas de desenvolvimento tecnológico. Trancou o curso de matemática na USP e enfrentou novo vestibular.

Foi na pedagogia que se encontraram. Encontraram seus sonhos e encontraram um ao outro. Se encontraram... e se apaixonaram....

Foi na pedagogia democrática. Na pedagogia que propõe um modelo de processo decisório participativo. Coerentemente, todas as decisões do jovem casal de namorados eram e são discutidas e decididas em consenso.

Fico pensando... eu, que na clínica vejo tantos casais que não se entendem... Não se entendem porque um quer decidir mais do que o outro. Porque um quer prevalecer a sua vontade e seus interesses acima dos interesses e objetivos que deveriam ser do casal.

Lembro de um velho e sábio pastor presbiteriano que dizia: - "O casal não deve sentar um na frente do outro. É preciso sentar lado a lado e, ao invés de olhar um para o outro, devem olhar juntos para o mesmo objetivo."

Olhar para o outro permite ver qualidades, sim, mas, invariavelmente, com o passar do tempo, diante das frustrações pessoais, o mais comum é olhar para o outro e perceber nele as suas próprias e frustradas projeções.

Lembro de Rubem Alves, em sua sábia crônica em que compara o casamento a um jogo de frescobol. Muitos casais tentam fazer do casamento um jogo de tênis, onde um tenta sempre ganhar do outro. O ideal é, ao invés de jogar tênis, jogar frescobol. No frescobol o objetivo não é ganhar do outro. O objetivo é manter a bola no ar. E para isso é preciso sempre colaborar, um com o outro, juntos, com o mesmo objetivo.

Pensando em tudo isso, recebo o convite de casamento dos dois. No convite, a imagem de ambos olhando e apontando para o mesmo lugar! Um lugar comum. Um sonho possível de se concretizar!

Neste ano, em que iniciam sua vida de casados, iniciam um projeto educacional. Com um grupo de colegas, abrem uma escola com a proposta de Educação Democrática! Cada um divide seu tempo, entre outros projetos, para plantar e regar a semente de um grande projeto! Nos dizeres do padrinho: "Assim, temos um casal que promete, pois o Luis e a Carol vão, sem dúvida, marcar fortemente a área da educação no Brasil, com suas ideias muito originais"!

O segredo do segredo, como diz o Bonder, é o Sagrado! É quando o nosso desejo é o melhor, não só para nós, mas para o coletivo, para a comunidade, para a Nação, para o Planeta!

Que Deus abençoe essa sagrada união e, através dela, seus projetos na construção de um mundo melhor!


Minha homenagem a Carol e Luis que se casaram neste fim de semana, numa bucólica e aconchegante cerimônia, com a presença da família e dos queridos amigos.

Para conhecer o projeto educacional, acesse: http://www.politeia.org.br

quinta-feira, 12 de março de 2009

DOCE POESIA

Faz tempo que não escrevo! Me perguntaram por quê.

- Faço doces! Faço trufas e bem-casados. É meu filho quem vai se casar.
A noiva é bela e inteligente!

Tal qual a irmã de Maria, me ocupo nestes tempos com as coisas de casa. Essas coisas de mulher...

Das mulheres antigas que, à beira do fogão, mexiam a panela.

Não tenho fogão a lenha, nem tacho de cobre. A cozinha é de apartamento, na Capital Federal!

A panela é de inox, mas a colher é a minha velha colher de pau...

E assim tenho passado os meus dias...

Tal qual a mestra Coralina do velho Goiás, enquanto mexo a panela do doce, vou mexendo as palavras e fazendo poesia!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

FESTA SÓ DE OLHAR

Acabo de receber um e-mail de uma amiga compartilhando a cura de seu filho. Lembra daquela crônica que eu publiquei, "A REZA DO AMOR"? Então, aquela mesma. Todos os amigos, independente do credo, reuniram-se para rezar/orar/meditar...cada um do seu jeito... do jeito que acreditava ser o melhor para si. Todos se uniram e se reuniram com um único propósito: interceder pela cura do filho daqueles amigos. Todos sofreram com o casal. Todos torceram pelo menino. Todos acompanharam as notícias. Foram longos meses de quimioterapia e uma cirurgia complicada. A cada intervenção, uma expectativa, uma esperança, uma alegria de cada vez, pelas pequenas e decisivas vitórias que foram sendo alcançadas. Agora a mãe agradece. Aliviada, feliz, esperançosa de que a sombra da doença fique longe de seu lar.

Na semana passada, foi outro casal de amigos. A sua primeira netinha nasceu com problemas respiratórios...foi direto para a UTI. Também foi aquela mobilização. O que era para ser uma reunião de oração foi um culto de igreja cheia em plena sexta-feira! Todos se mobilizaram! Todos intercederam. Todos aguardaram. A pequena criaturinha, já fiquei sabendo, está se recuperando e até se alimentando.

Fico pensando nessas horas, como é bom poder contar com amigos, com gente ao redor. Com gente que gosta de nós. Contar com amigos que se preocupam, que choram conosco e se alegram também.

Mas, já perceberam que a união acontece mais nos momentos de angústia do que nas horas de alegria?

Antigamente, não sei se era porque as coisas eram mais fáceis ou porque o grupo de amigos era mais restrito, havia o costume de se comemorar aniversários... o motivo do encontro era a alegria! As coisas foram ficando mais difíceis.. antes, para dar uma festa, bastavam alguns salgadinhos que tínhamos tempo para fazer, uns brigadeiros enrolados ao pé da conversa na cozinha, um bolo de chocolate! Pronto! Estava pronta a festa! Todos se reuniam com alegria e refrigerantes.

Casamento também era muito mais simples do que os de hoje, em que os noivos precisam começar a planejar com cerca de um ano de antecedência, pelo menos aqui em Brasília, para garantir igreja, salão de festa, fotógrafos e tudo o mais que a atual "indústria de casamento" inventou...Estica aqui e acolá o orçamento. Diminui aqui e acolá a lista de convidados... não dá para compartilhar esse momento tão importante com todas as pessoas que gostaríamos que estivessem presentes.

Outro dia, lendo a Clarice, a Lispector... gostei de uma de suas crônicas em que ela propõe uma festa: "Uma festa sem bebida, sem comida, festa só de olhar"...

Gostei da idéia! Quem sabe assim a gente consegue se encontrar nos momentos de alegria, sem precisar gastar!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

“DESPREGUIÇANDO...”

Aos poucos ele foi acordando... ficou ainda um tempo na cama pensando nas perspectivas da nova etapa que se iniciava... foi espreguiçando o corpo adormecido pela pausa do descanso. Esticando, puxando, sentindo cada um de seus músculos, estalando as articulações enferrujadas.

Estava com preguiça de se levantar!

Às vezes confundimos a lentidão do corpo e da mente com a preguiça. Há momentos em que a mente e o corpo estão, realmente, lentos. A máquina ficou parada e leva algum tempo para aquecer. Às vezes isso tem a ver com cansaço. Cansaço mental! Cansaço corporal! Cansaço de ter trabalhado muito! Cansaço de não ter feito nada!

Para mim, esse cansaço de não ter feito nada é o que eu chamo de preguiça. Preguiça gostosa de ficar um pouco mais na cama. Preguiça de sair e vontade de ficar o dia inteiro em casa, almoçando comida "delivery", assistindo DVD ou tantos outros programas descompromissados na TV.

Há pessoas que consideram a preguiça “coisa feia”. Lembram-se da fábula da cigarra e da formiga. A formiga estava sempre a trabalhar, a cigarra a cantar. No inverno a formiga tinha o seu estoque de alimento para toda a estação. A cigarra, não! A cigarra foi bater à porta da formiga... afinal ela merecia couvert artístico. A formiga trabalhara com fundo musical! Pobre cigarra: levou uma "porta na cara". A formiga “não estava nem aí” para a arte e a cultura... Não sabia que uma parte do imposto de renda pode ser dedicada ao patrocínio da arte. Não sabia que cantar também é trabalhar!

Ouvindo essa fábula desde criança, contada pelas mães preocupadas com a falta de vontade dos filhos de ir à escola e de estudar, muitas pessoas crescem sem se permitir descansar. Sentem-se culpadas e ocupadas o tempo todo. Não se deixam ficar ao tempo e ao vento. Não se permitem ficar sem fazer nada de vez em quando.

Até Deus descansou! Trabalhou com afinco durante seis "dias" e no sétimo descansou. Ou trata-se de uma descrição simbólica, ou o dia dEle deve ser tão grande quanto Ele. O fato é que parece que Ele continua descansando até hoje. Ele fez tudo certinho e deixou tudo funcionando direitinho. Só que deu "vírus" no seu computador. Algum vírus implantado por pessoas “que não estão nem aí” para o planeta. E enquanto Deus tira a sua soneca, não percebe que o sistema de chuvas anda descontrolado, o aquecedor global aquecendo demais e o ar condicionado desregulado.

O ANO então, pensando em tudo isso, percebeu que estava na hora de se levantar. "Há muito trabalho a fazer...."

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O SEGREDO DO SEGREDO

Essa, para mim, foi novidade!

Eu já estava acostumada a receber correntes pela internet. São correntes prometendo que, se você fizer isso ou aquilo e enviar a corrente para x pessoas, algo que deseja vai acontecer. Mas dessa vez foi diferente.

Abri meus e-mails esta manhã e lá estava um aviso do Blogspot: um anônimo havia feito um comentário na crônica A REZA DO AMOR. Esta crônica foi publicada em 24.07.2008, quando o filho de uma amiga apresentou um quadro grave de doença e foi formada uma corrente de oração pelo menino.

Mas o comentário de hoje traz a opção de uma corrente para o retorno de um amor. E diz o(a) comentarista que, para ele(a), funcionou.

Eu, pessoalmente, acredito na fé! Acredito na fé em nós mesmos. Em nossa capacidade de fazer acontecer aquilo que desejamos, desde que seja para o nosso bem e para o bem de outras pessoas. Acredito na fé em algo maior que, por ser indefinível, cada um define a seu modo. Eu, como sou de tradição cristã, acredito em Deus! Acredito na união e reunião da fé. Quando mais pessoas estão unidas no mesmo desejo, esse desejo é potencializado e aumenta a possibilidade de se realizar.

Recentemente foi muito divulgada a idéia do livro "O SEGREDO", que trata sobre esse assunto: aquilo que você deseja pode acontecer. Esse, segundo o livro, é o Segredo. Confesso que achei interessante a ideia, apesar de não ser nova. Desde os primórdios a humanidade tem buscado a realização de seus desejos através dos ritos religiosos.

Acontece porém que a maioria das pessoas, quando busca na fé a realização de seus desejos, o faz de forma egoísta. Pedem somente para si e para as pessoas que lhe são queridas. Queremos sempre o bem para nós e para a nossa família, para os nossos amigos, independentemente das consequências que isso possa trazer para os demais. É comum as pessoas desejarem que sejam supridas suas necessidades, independentemente do que possa acontecer com o restante da humanidade. Por exemplo: "Eu quero ganhar muito dinheiro". Não importa quantos vão ganhar menos para que isso aconteça. Há quem pense que o seu deus é somente seu... e tudo gira ao redor de si mesmo. Como se ele(a) fosse a pessoa mais importante do mundo, uma pessoa especial para quem o seu deus deverá mobilizar todo o universo para atendê-lo(a).

Prefiro a idéia exposta por Nilton Bonder no seu livro "O SAGRADO": o segredo do segredo é o Sagrado! O Sagrado acontece quando desejamos aquilo que é bom, não só para nós mesmos, mas para todos! Para toda a comunidade, para toda a Nação, para toda a Humanidade!

Esta aí uma boa forma de começarmos o ano que se inicia: desejando juntos que haja Paz no mundo!