terça-feira, 29 de julho de 2008

QUANDO O SOL SE PÕE...


Quando o sol se põe em nosso horizonte, ele está nascendo em outro lugar.
Se ficarmos parados, o nosso sol vai embora e demora para voltar.
Para vê-lo retornar é preciso girar 180 graus.
Mas se quisermos sempre andar na luz do sol... precisamos sair do lugar.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

NAS ASAS DO CÉU


A mãe recebeu a notícia e chorou. O filho estava doente. Muito doente. Gravemente doente. Não era o seu filho. Mas era um filho. O filho da amiga.

Ligou para a amiga, a mãe do menino doente. A mãe do menino doente estava triste. Muito triste. Pediu que rezassem. A mãe do filho sadio ficou triste, muito triste. O seu menino não estava doente, mas o menino da amiga estava.

A mãe do filho sadio reuniu outras mães para rezar. Não sabia puxar a reza. Mas outra mãe de menino sadio puxou o terço católico, acompanhada por outras mães que rezavam cada uma o seu terço. Não importava o jeito de rezar. Todas as mães rezavam pelo filho doente. Não importava de quem.

No outro dia a mãe do filho sadio recebeu a notícia: Seu filho sadio partiu. Recebeu o que pedia que não acontecesse a ninguém. Todas as mães de filhos sadios e de filhos doentes agora choram. Choram pelo filho da amiga. De tanto ouvirem as suas histórias, sentem como se fossem um pouco mães daquele filho também. Choram pela dor da amiga cujo filho partiu. Choram pelos seus próprios filhos, que temem partirem também.

Parece até que a morte, traiçoeira e vingativa, inconformada com a fé da mãe do filho sadio, quis dar o seu troco, chegando adiantada para levar o filho que não era seu.

A dor da morte do filho dilacera o útero da alma. O choro da mãe sai das entranhas. É parto a fórceps sem anestesia que arranca da alma o fruto prematuro. As lágrimas da mãe explodem pelos poros do corpo e da alma, banhando de dor todo o resto de sua vida. Respinga dor na vida das outras mães, mas que, nem de perto, conseguem imaginar o quanto dói essa dor. Dor que marca a ferro e fogo. Uma marca que fica pra sempre no coração.

Mas o socorro, ela sabe, vem do Senhor, para quem ela tanto reza e que também sofreu essa dor. Ele, curador ferido, sabe como curar essa dor.

O filho, que gostava do céu, queria logo chegar lá. Pegou carona nas asas do vento. Na pressa, esqueceu de avisar.


À minha querida amiga Amparo, e à toda a família, meu carinho, minhas lágrimas, minha dor...

Luis Pedro no último sábado, aos 28 anos, partiu de Asa Delta para o Céu... o sol de sua vida se pôs. A foto foi feita ontem, durante seu velório no crematório em Valparaíso.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A REZA DO AMOR

O apelo chegou pela internet: O filho de uma colega está com uma doença grave. A mãe, aflita, pede que rezem...

Imediatamente, o grupo se mobilizou. Alguém sugeriu o local, o dia foi acertado. E quem iria "puxar a reza"? Alguém logo se prontificou.

Eu conheço os pais do menino, que não sei se hoje já é rapaz. Fiquei triste e preocupada. Doença de filho mexe com a gente, mesmo que não seja alguém de nossa convivência. Colocamo-nos no lugar dos outros. Quem tem filho sabe disso. Quem não tem, imagina. Morte de filho, então, nem pensar... deve ser a dor mais doída que tem. Deve ser por isso que Deus - acredite você nisso, ou não - deu o seu próprio Filho por nós.

Mas há situações tristes que nos trazem grande lições. O que eu achei bonito disso tudo, foi a mobilização para a reza. Se fosse um grupo que eu conhecesse de alguma igreja ou qualquer outro grupo religioso, não seria de se estranhar. As congregações tem mesmo esse papel: de cuidar, apoiar, interceder, consolar uns aos outros, unidos pela mesma fé.

Mas essa situação era diferente: era um grupo de colegas e ex-colegas de trabalho, que se encontraram para rezar. Rezar pelo filho da colega. Rezar pelos seus próprios filhos. Rezar pela incerteza e medo da morte. Rezar pela união que se faz nos momentos difíceis da vida.

Eu disse que não poderia ir, mas prometi, do meu jeito, interceder. Pelo que sei, nem todos daquele grupo pertencem ao mesmo grupo religioso. Mas todos tem fé! Todos acreditam que, se acreditar, é possível.

O mais bonito disso tudo é que, na hora da dor, não importam os rótulos, não importa o jeito de cada um interceder. O importante é que todos acreditam na união da Fé e do Amor.

A minha prece é que Deus esteja com toda a família nesse momento de dolorosa incerteza. Certamente Ele, vendo a união e solidariedade que Ele tanto ensinou, há de cuidar de todos nós!

Esse é o meu jeito de rezar....

sábado, 19 de julho de 2008

O FRIO DE BRASÍLIA

Nunca vi Brasília tão fria assim. Fria de temperatura, eu falo. De alma, ela já foi fria um dia, mas agora não é mais.

Frio como esse em Brasília, eu só me lembro quando cheguei aqui, no início dos anos 60. O acontecimento maior dos meses de frio, era a Festa dos Estados - que naquela época era "dos Estados" mesmo - onde se podia comer aquilo do qual se sentia saudade, comidas da terra de cada um, agasalhados com "japona", luva e touca. Os lábios ficavam rachados e as pernas com a pele tão seca, que formavam desenhos com as linhas das rachaduras.

Mas há muito não fazia frio assim por aqui. Era frustrante comprar casacos e botas e guardá-los até mesmo sem usar. Hoje as lojas já sabem - e a gente também - e fazem a liquidação de inverno, antes do outono terminar.

Com a Lei Seca, então, ninguém mais quer sair de casa. O bom é que hoje tem delivery de tudo. Até de sexo, ouvi dizer. É possível pedir de tudo, que o motoboy - coitado - vem depressa trazer.

Quem é solteiro e mora só, convida um amigo ou amiga, namorada ou namorado. Quem chega, já traz o vinho e a desculpa de, por causa da Lei Seca, precisar dormir por lá. Os tradicionais pedem pizza, os sofisticados, Sushi. Enrolam-se nas cobertas, e... tudo pode acontecer!

Os casados, afortunados, nem precisam chamar ninguém. Mandam as crianças pra casa da avó, pedem um DVD, que assistem comendo pipoca e tomando chocolate quente. Se na casa tem lareira, aproveitam a rara oportunidade - se não der preguiça - de acendê-la. Quem não tem lareira, imagina que tem.

As avós ficam felizes com a visita dos netos. E, no meio daquela bagunça gostosa, entre chocolates, bolos, pipoca e tudo o que se tem direito na casa de avó, dormem todos os primos juntinhos, contando os segredos da escola e da vida, sem saber de fato como ela é.

Quem gosta de ficar só, abre um bom vinho, que degusta com queijos e patés, lendo um bom livro, ou fica em frente a TV ou computador. Entra na internet, onde faz amigos do mundo inteiro.

O bom disso tudo, é que parece que Deus, de vez em quando, manda um friozinho gostoso, que é pra gente lembrar que, de qualquer jeito, a gente pode ser sempre feliz!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

AS ESQUINAS DE BRASÍLIA



Estou lendo PARA NÃO ESQUECER, livro de crônicas da Clarice Lispector. São aquelas crônicas de "fundo de gaveta". Aqueles escritos e rabiscos que se escreve para não esquecer a idéia que vem na cabeça, na hora e num lugar qualquer onde se está. Pode ser no guardanapo do bar, ou no caderno, durante uma aula enfadonha. .

Mas o fato é que escritor que é escritor não pára nunca de escrever. As idéias surgem como olhos d'água, daqueles que a gente tem muito em Brasília, que não pedem licença para escolher o lugar onde querem nascer. E aí vão nascendo e, de um pequeno filete que brota na terra, acabam virando um córrego, que se transforma em rio e vai para o mar.

Eu me lembro bem de quando eu era criança, logo no início de Brasília. Todos os parentes queriam conhecer a Nova Capital. O ponto turístico obrigatório era o Catetinho, primeira morada aqui de JK. Lá tinha um olho d'agua. Foi lá que aprendi o que era um olho d'água. Outro dia fui lá. Não tem mais olho d'água. No lugar tem um laguinho de onde nasce um córrego, que eu acho que vira um rio que corre para o mar. Escrever também é assim: como Brasília, que surgiu do nada. Como o olho d'agua que brota e fica de um tamanho que não dá mais para medir, de tão grande que se faz.

Clarice dedicou duas crônicas a Brasília. Uma quando veio pela primeira vez: era 1962. Brasília tinha então dois anos, mal dava os primeiros passos e ainda usava fraldas que lhe dificultavam o andar. Clarice, soberana, descreve exatamente o que eu sentia em Brasília em 62. Eu já estava aqui. Cheguei naquele ano. Levamos três dias para chegar aqui; viemos do Rio, de Sinca Chambord. Brasília parecia mesmo do jeito que Clarice viu. O centro - ela não falou disso, porque talvez não sabia, mas eu falo porque sei - era a Rua da Igrejinha, onde a gente ia às Casas Pernambucanas comprar tecido para fazer o uniforme da escola e à loja de calçados que tinha ao lado, para comprar o Vulcabrás.

Clarice voltou a Brasília após doze anos. Pelas minhas contas, em 74. E, novamente falou tudo o que a gente sentia e lembra daquela época também.Todo mundo então reclamava que aqui em Brasília não tinha esquina. Hoje tem. Falavam que Brasília não tinha alma. Hoje tem.

Brasília não tem esquinas como as das outras cidades comuns, no cruzamento de duas ruas. Brasília tem esquinas na interseção de rua com jardim. Brasília tem esquina no cruzamento das gentes, que saem do trabalho e vão direto se encontrar. Brasília tem esquina nos cinemas: é a cidade que mais tem salas. Brasília tem esquina nos shoppings, onde a gente sempre encontra alguém conhecido e senta à praça de alimentação pra conversar. Brasília tem esquina nos clubes, à beira do lago. Brasília tem esquina nas casas onde sempre tem fumaça de churrasco. Brasília tem esquina no “churrasquinho de gato”. Brasília tem esquina onde a gente come pedaços de pizza em pé. Brasília tem esquina no Parque da Cidade e no Pontão.

Brasília tem esquina, sim. Brasília tem esquina, porque esquina não se faz de ruas que se encontram. Esquina se faz de GENTE QUE SE ENCONTRA. Brasília tem esquina sim! Quem disse que não tem?

Fotos de Brasília do site:

http://www.geocities.com/TheTropics/3416/tabfotos.htm





Lançamento do livro El Caudillo.



O convite chegou-me por e-mail: lançamento do livro El Caudillo, perfil biográfico de Leonel Brizola, escrito pelo jornalista Francisco Leite Filho.



Conheci Leite Filho circulando pelo Cine Academia e pela Livraria Cultura, por onde circulam intelectuais e cinéfilos. Um dia ele me deu seu cartão com o convite para visitar o seu Blog: Café da Política. Mesmo não sendo eu muito ligada à política partidária, gostei do Blog.

Não sou muito chegada - tenho meus motivos pessoais - ao que se diz "política", referindo-se à política partidária. Admiro, sim, políticos, no sentido amplo da palavra, pessoas que sabem a arte política: do relacionamento interpessoal, profissional e até partidário, se esse for o caso. Partido para mim é palavra feia, palavra que parte, que separa e divide.



Gostei, sobretudo, da idéia de escrever, eu também, um Blog. E foi assim que surgiu o Caminhos TanGENTES, "apadrinhado" pelo Café na Política, com as preciosas dicas iniciais do jornalista Leite Filho.



Na última quinta-feira fui ao Carpe Diem prestigiar o "companheiro de cinema e blog" no lançamento de seu livro. Sou colecionadora de livros autografados por amigos. Sempre faço questão de ir aos lançamentos e registrar em fotos esse momento tão importante na vida de um escritor e de orgulho na vida dos amigos.



Sou assim com todos os amigos e amigas: vou aos shows dos amigos cantores, ouço as músicas dos amigos compositores, visito as exposições dos amigos artistas plásticos (mesmo que às vezes meu orçamento não me permita adquirir uma de suas obras de arte), se competem nos esportes... eu sempre falo disso para os meus outros amigos mas, como não sou muito fã de esportes, tenho preguiça de acompanhá-los!



Com os livros dos amigos, no entanto, é diferente: alguns, se o assunto me interessa, eu os leio com avidez. Se não me interessam tanto, dou apenas uma olhada, leio alguns trechos e os deixo na fila dos livros que pretendo ler algum dia. Mas ficam lá: na estante dos livros sagrados, pois são livros de amigos, autografados pelos seus autores.



Com O Caudillo, aconteceu diferente: fui dar apenas a folheada tradicional, já que não me interessaria tanto assim, confesso, pela biografia de Brizola. Mas, qual não foi minha surpresa quando percebi que a leitura já me seduzia, me prendia de tal forma, deixando-me curiosa para saber mais sobre a vida do controverso político. Em minha imaginação, e com meu viés de terapeuta, quase caí na tentação de analisar quem já partiu.



A escrita de Leite Filho flui redonda e macia, criando no leitor vontade de continuar a leitura, não só pela preciosa informação e curiosidade pela trajetória do biografado, mas também pelo prazer de se deliciar com a cuidadosa e culta escrita.


Políticos ou não, partidários, ou não, brizolistas ou não: vale a pena ler a obra do jornalista Francisco Leite Filho!



Parabéns, Francisco! Obrigada por mais essa!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

JÁ QUE NÃO DÁ PRA BEBER...

E o tema da Lei seca continua...


Na sexta fui à Livraria Cultura para comprar um livro que eu havia encomendado e acabara de chegar. Eu estava tão ansiosa para lê-lo que nem percebi o mal escolhido horário para me aventurar naquela demorada viagem da Asa Sul, onde me encontrava, até o Casa Park.


Como já não bastasse ser tão longe, ir até lá nos obriga a transpor as obras de ampliação da pista que, espero, façam algum efeito. Demoram tanto com as tais obras (acho que para o eleitor perceber melhor o "trabalho" do atual governo) que, me parece, ao serem concluídas, no ritmo do aumento de veículos no DF, corremos o risco de a tal duplicação não fazer nenhum efeito. Brasília já não é como antigamente, quando gastávamos, no máximo, presumíveis 15 a 20 minutos para chegar a qualquer lugar. Faço questão de espalhar essa notícia para todo o Brasil, para que nenhum desavisado resolva sair do Rio ou São Paulo em busca de qualidade de trânsito. Não venham para cá, não, gente... fiquem por aí... aqui já tem gente e carros demais. Isto aqui está ficando que nem aí, e o pior: não tem ônibus nem metrô que funcionem como funcionam por aí... Houve um tempo em que dizíamos que, em Brasília, quem não tinha carro era "aleijado", pois os moradores daqui teriam cabeça, tronco e rodas.


Mas do que eu estava falando mesmo? Ah... era da minha ida à Cultura pra comprar um livro. E aqui cabe mais um parêntese, para dizer que livro é esse: A Oficina do Escritor - sobre ler, escrever e publicar, do escritor Nelson de Oliveira, livro que recomendo para todos os que desejam melhorar sua escrita.


O leitor já deve estar imaginando porque eu fui atrás desse livro. Mas isso não vem ao caso agora. Voltemos à minha inconformidade com a lei seca. Como se não bastasse o trânsito emperrado que eu enfrentara e o frio terrível que estava fazendo (também incomum em Brasília - o que será que está acontecendo?) após a compra do livro, em cuja leitura eu já me deliciava, comecei a sentir fome e frio. Ainda seria impossível voltar para casa... o jeito foi sentar no Marietta pra comer alguma coisa que também me aquecesse. O que mais gosto lá é a pizza. Mas... como comer pizza sem uma taça de vinho????


Pedi um chocolate quente, que fui sorvendo em goles intercalados pela leitura.

O prazer inebriante ficou por conta do livro! Pelo visto, a lei seca, além de prevenir a VIDA, está colaborando também com a LITERATURA e o bem escrever neste país!


Obrigada Nelson, pelas preciosas dicas!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

FALANDO SOBRE PEDRAS...

Falando ainda sobre pedras. Agora um pouco mais sobre as “pedras preciosas”.

Tem gente que gosta de guardar um tipo de pedras preciosas. São pessoas que estão sempre buscando aprender sobre si, aprender sobre o mundo, aprender sobre as outras pessoas.

São pessoas que estão sempre lendo sobre comportamento humano, participando de cursos e assistindo palestras que servem para se conhecerem mais, tornarem-se pessoas melhores e tornarem o mundo melhor.

Só que, em vez de usar essas pedras preciosas, ficam guardando todas elas num cofre bem fechado. Como aqueles que possuem muitas jóias, mas não as usam por medo de serem roubados, há pessoas que guardam todo o conhecimento sobre comportamento e relacionamentos humanos debaixo de sete chaves. Assistem a palestras, lêem livros e até os recomendam para outras pessoas, mas, ao invés de usarem esses conhecimentos para se tornarem pessoas melhores, guardam esses conhecimentos, trancam em cofres e esquecem o segredo ou perdem a chave.

Há aqueles que usam essas pedras preciosas, mas não em si, para se enfeitarem; usam para atirá-las em outras pessoas, para machucá-las. São pessoas que tudo aquilo que aprendem, logo percebem que pode ajudar outras pessoas, mas não percebem que aquilo tem a ver consigo mesmas. Então, na primeira oportunidade, quando o outro faz algo que não lhe agrada, lá vem pedrada... de "pedra preciosa"! São mestres em citar chavões comuns, dar conselhos e interpretar o comportamento do outro, sem perceberem que, na realidade, aquele aprendizado era mais para si mesmo do que para qualquer outra pessoa.

A outra pessoa, no caso, nem sempre está preparada para receber aquele aprendizado que, sem dúvida, é muito importante, mas ainda não seria a hora de entender aquela lição. Tudo tem o seu tempo certo! Há momentos em que aprendemos através da dor. A dor de uma separação, por exemplo. São momentos que podem ser transformados em oportunidades de crescimento, mas é preciso primeiro curar a dor, para depois entender o seu significado e transformar a dor em aprendizagem e crescimento. Mas o outro, que muitas vezes quer ajudar, tenta antecipar esse aprendizado àquele que está sofrendo e, ao invés de ajudá-lo a crescer, provoca mais dor ainda e não adianta nada, pois o outro não vai absorver aquele aprendizado. A pedra, mesmo preciosa, sendo atirada na hora errada e com muita força, em vez de ser um presente para alegrar, passa ser uma pedrada para machucar.

E a pessoa que vive colecionando suas "pedras preciosas" para atirá-las nos outros, mesmo na hora da dor, não usufrui de sua coleção, pois, afinal, ao invés de se enfeitar com suas "pedras preciosas" e se tornar mais bonita, acabam dando muito trabalho para serem guardadas e carregadas, e muita dor quando são atiradas no outro.
Em vez de lapidar as pedras brutas e transformá-las em pedras preciosas, transformam pedras preciosas em pedras brutas, que ao invés de brilhar, podem até mesmo matar...