quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

ENCONTRO FRUSTRADO

Marquei um encontro. Antes da hora, preparei-me com esmero. Vesti-me, mesmo informalmente. Não queria tanto impressionar. Queria mesmo é apreciá-lo, curtir a sua presença.

Ele é suntuoso e o centro de todas as atenções. Quando chega ilumina a minha alma e tudo ao seu redor. Soberano, sua presença nunca passa despercebida. Ele aquece meu corpo e meu coração. Seus longos braços me envolvem e me acariciam.

Mas hoje fiquei frustrada! O Sol não apareceu. Fica, no entanto, o consolo da certeza de que, mesmo escondido atrás das nuvens, ele está lá, cumprindo o seu papel.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

LUZ E SOMBRA! SOMBRA E LUZ!




Hoje acordei cedo! Para mim, não é novidade acordar a esta hora, mas hoje comecei o dia diferente.

Abri a janela do escritório e levantei as persianas. Quando olhei o horizonte... Lá estava o sol nascendo!

Fiquei admirada como, morando há cerca de um ano neste apartamento, só hoje abri a janela de madrugada. Pensei no que estava perdendo todo esse tempo.

Lá estava o sol: bem faceiro, como a noiva que se desnuda, aparecendo sorrateiro entre as nuvens carregadas deste chuvoso mês de janeiro.

O clarão ofuscava a vista. Lembrando-me da recomendação, no caso de eclipses, corri em busca de uns óculos escuros. Através da sombra proporcionada pelos óculos, pude visualizar o movimento do sol, nascendo, surgindo.

Foi um momento mágico e curto. Logo ele se escondeu novamente entre nuvens. Tentei fotografar. Mas a cena que eu consegui registrar ficou escura. Foi só um momento, talvez um ou dois minutos, em que pude observar o sol. Mas ficou a certeza de que ele estava presente, cumprindo o seu papel diário de iluminar nosso dia, clarear nossa vida.


Fico refletindo sobre esta experiência: quantas vezes deixamos de "abrir nossa janela", para ver o horizonte de nossas vidas? Quantas vezes só valorizamos os "dias claros", sem nuvens? Queremos que todos os nossos dias sejam só de alegria!

Mas como perceber e valorizar o "sol", se não houvesse "nuvens" que o escondessem? Como observar a luz, vivenciar a esperança, se não for através da "sombra"?

A vida se faz de contrários: "No princípio (...) viu Deus que a luz era boa: e fez separação entre a luz e as trevas. (...) Criou Deus o homem à sua imagem. (...) homem e mulher os criou”.


Luz e Sombra! Masculino e Feminino! Que interagem, que se opõem, se complementam e se integram!

Para ver a luz, é necessária a sombra. Se tudo fosse bom, não valorizaríamos os momentos bons. Se não houvesse os momentos de insatisfação, não vivenciaríamos a sensação de satisfação.


Através do Feminino, o Masculino! Através do Masculino, o Feminino.


Através da Luz, a Sombra. Através da Sombra, a Luz!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

RÉVEILLON ACOMPANHADA


Este ano eu comecei diferente. Todo ano é a mesma coisa: o Natal é com a família e a passagem de ano pode ser com quem quiser.


Fui para o Rio passar o Natal com a família. Todos ficaram por lá... Eu não! Dá para imaginar alguém que estava hospedado em Copacabana, pertinho da praia, voltar para Brasília antes do Réveillon? Eu fiz isso. Melhor ainda: enquanto todos comemoram, eu estou aqui, escrevendo no meu Blog, pois queria muito contar esta nova experiência.


Daqui do meu apartamento, ainda dá para ouvir a movimentação na Esplanada dos Ministérios. A festa está bonita, muitos fogos, muita alegria. Mas eu fiquei por aqui. Não foi por falta de opção. Alguns amigos me convidaram para sair, mas eu não quis ir.


Fiquei em casa, mas... acompanhada! Ele veio do Rio comigo. Chegou bem de mansinho, quando percebi, ele já me dominava. Com a sua presença, preferi ficar em casa. Até assisti DVDs, coisa que não fazia há muito tempo.


Nada como ter companhia para ficar em casa! Só saí para ir à Igreja, mas ele foi comigo e voltamos logo. E fomos para a cama, naturalmente. Ele fazia meu corpo se aquecer e eu me arrepiava toda, com gemidos sussurrados. Completamente entregue, eu transpirava e delirava, banhada pelos fluidos segregados. Depois de algumas nebulosas inspirações que me provocavam alivio e taquicardia, retomei minhas forças e voltei a respirar normalmente.


Mas agora ele já está indo. Como tudo que é muito intenso, não dá para ser duradouro, muito menos eterno. Voltando à lucidez, percebi que "ele", na realidade, era "ela". Consigo agora sentar para escrever sobre essa experiência inédita para mim: uma forte gripe na passagem de ano!