sexta-feira, 21 de abril de 2017

BRASÍLIA 5.7


 Menina de sete anos, feliz, bonita faceira…

Era o ano de 1967! Eu era adolescente, aluna do Ginásio Moderno, atual Setor Oeste.

A saudosa diretora, “dona” Maria Aldina, poetisa, sempre fazia dessas: colocava-me a declamar as suas poesias. Essa, cuja continuidade não consigo mais lembrar, foi escrita em homenagem à Brasília, no seu aniversário de sete anos!

Hoje, cinquenta anos passados, quando nossa querida cidade completa 57 anos, trago esta lembrança.

Hoje, Brasília já não é mais uma menina. Brasília hoje, é uma mulher madura. Uma mulher sábia! Que pode contar uma história. Brasília, já não é aquela cidade pequena, de avenidas desertas, planejada para 500 mil habitantes. Passou muito longe disso! Naqueles idos anos 60, vivia em meio a um conturbado quadro político. A aparência de uma cidade tranquila, mas que chorava já pelos filhos adotados, que começavam a desaparecer.

Brasília não tinha ainda uma história para contar. Brasília naquela época, ainda não tinha a riqueza de hoje da vida cultural e política.

Como Brasília cresceu! Que frondosas são as suas árvores, que na época eram tortuosos arbustos. Brasília amadureceu. Em sua mocidade foi conquistando seu espaço no planeta. A cultura de Brasília hoje tem seu destaque no cenário nacional. Berço de artistas de projeção internacional.

Brasília fez acontecer!

Hoje, vejo uma cidade madura, que já tem muitos filhos. O jeito de cada um foi sendo incorporado, transformando em um jeito de ser de Brasília.

Comemoro com você, querida cidade, que me acolheu. Crescemos e amadurecemos juntas.

 Gosto de ver como hoje é. Gosto de ver suas fotos antigas e me lembrar dessa trajetória. Gosto de passar pela W-3 e lembrar dos tempos de seu glamour. Gosto de visitar a 114 sul, onde cresci. Gosto de dar uma volta no Lago Paranoá, pela L-4, passando pelo Varjão, até o Lago Sul.

Gosto de ver como a Ceilândia cresceu. Vi quando ela nasceu, a partir da erradicação da Invasão do IAPI, entre outras! Gosto de passar pela Esplanada e Praça dos 3 poderes e lembrar do tempo que eu, criança, corria atrás dos pombos, como hoje faz minha netinha.

Amo você, Brasília, minha cidade querida! Quero ficar sempre com você. Repousar meu corpo na sua terra vermelha. Contar para seus filhos, sua história!



terça-feira, 25 de outubro de 2016

A LIÇAO DO BEM-TE-VI sobre a culpa e a falsa culpa

Acordei com o canto do Bem-te-vi e lembrei da minha mãe!

Certa vez, quando eu era criança, minha mãe me contou essa estória:
"Um menino fez alguma coisa errada (não me lembro o que) e em seguida ouviu o canto do Bem-te-vi: - Bem te vi.... Bem te vi... preocupado o menino respondeu: - não viu nada não! O pássaro continuou o seu canto: Bem te vi... Bem te vi... Com medo de ser denunciado e do castigo que poderia vir, o menino responde: Eu já vou contar pra minha mãe, viu?


Esse é o  tema da estoria que minha mãe me contava:  erro, culpa e  perdão! 

O menino deve ter feito alguma dessas molecagens própria de criança. Mas sentiu culpa! Porque o sentimento de culpa? Porque alguem já havia condenado aquele tipo de ação. Mas, ao pensar que seria denunciado, ele se rende e fala: "já vou contar pra minha mãe"! Ali estava a solução para resolver o problema:  contar para a mãe! Poderia até ser castigado, mas se livraria do sentimento de culpa.

A fala, principalmente das dificuldades, dos erros, que nem sempre são erros, mas que são percebidos dessa forma,  alivia a ansiedade. São Tiago já dizia: "confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados" Sábias palavras! O sentimento de culpa  faz adoecer e a fala cura! Esse é princípio de toda a base da psicoterapia!

Mas há de se distinguir a culpa, da falsa culpa. Ou seja, o sentimento de culpa. O indivíduo se faz culpado, quando de fato, comete um ato condenável (e isso é relativo). Pode ser acompanhado do sentimento de culpa, ou não. Há pessoas que transgridem e não sentem culpa. Mas a maioria da população sente culpa, mesmo que não consiga entrar em contato com esse sentimento. 

Por outro lado, existe a falsa culpa, que é o sentimento de culpa, sem que haja  culpa. Por exemplo: o indivíduo que trabalhou a vida toda e usufrui de estabilidade financeira, ao ver o outro que passa necessidade, sente-se culpado por ter o que ele não tem. Esse é um exemplo de uma falsa culpa. Ele pode ter compaixão pelo outro, mas não precisa se sentir culpado pelos bens que conquistou.  Outro exemplo: Estamos tentando ajudar uma pessoa que não quer se ajudar! Essa é uma opção pessoal. Há pessoas que escolhem o caminho do sofrimento e por mais que se tente faze-la feliz, ela não quer. Isso pode trazer frustração, mas não sentimento de culpa, pois o que está tentando ajudar não é responsável pelo outro.

São muitas as situações em que se confunde a culpa verdadeira com a falsa culpa.

Mas para tudo isso existe um caminho de cura,  de restauração! 

Para a culpa verdadeira, conversar sobre o fato e se perdoar, antes mesmo que o outro  conceda o "perdão", que é outro ponto polêmico.

Para a falsa culpa, é preciso analisar e entender a origem desse sentimento. Pode estar ligado a histórias antigas de vida. O processo de análise e a psicoterapia podem ajudar.

Falar sobre as dificuldades, as culpas e os sentimentos de culpa, certamente alivia esse mal estar, a ansiedade, gerando paz interior, promovendo a cura e permitindo o usufruto da felicidade, da paz e do amor!

sábado, 11 de junho de 2016

DIA DOS NAMORADOS

Precisa ter um dia só para os namorados?

Ou só um dia no ano para os namorados?

Dia dos namorados seria o dia de comprar presentes para o amor, de sair para um lugar romantico e pagar bem caro por isso, só porque é dia dos namorados...

Dia dos namorados deveria ser todo dia.

Todos os dias os casais deveriam agir como se fosse o "Dia dos namorados". Ao acordar, enviar uma mensagem de carinho, um café na cama, uma gentileza todo dia. São pequenas coisas que ajudam a iniciar o dia do outro com alegria, e o carinho volta também.

Todo dia é Dia dos namorados,  para quem ama o outro e para quem tem a capacidade de amar, mas que está só.

O amor está no ar no Dia dos namorados... flores, musica, perfumes, presentes, gentilezas!

Um bom vinho, um jantar a luz de velas! Não precisa ser só no dia 12 de junho!

Todo dia é dia de amar!

Todo dia é dia de comemorar o amor!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Grupo terapêutico e teórico – GTT - em Psicodrama Analítico (Junguiano)


O psicoterapeuta não se forma apenas na Faculdade de Psicologia. Para se tornar um psicoterapeuta, o estudante de psicologia e o psicólogo iniciante necessitam submeter-se ao processo de psicoterapia e de supervisão, além de aprofundar os seus conhecimentos teóricos dentro da abordagem escolhida. Ambos necessitam preparar o seu principal instrumento de trabalho, que é ele mesmo. Através da escuta de si mesmo, primeiramente, compreendendo sua história, seu passado e seu presente, as variáveis que o formaram como pessoa, é que poderão escutar, acolher e entender o outro.

O Grupo Terapêutico e Teórico – GTT - em Psicodrama Analítico, possibilita o desenvolvimento integrado do papel de psicoterapeuta, pois integra a vivência terapêutica, o aprofundamento teórico e a supervisão clínica. É baseado na longa experiência da psicoterapeuta Dulcinéa Cassis, que integrou as duas linhas de sua formação: Psicodrama e Análise Junguiana.

Dessa junção, nasceu um jeito muito peculiar de trabalhar mais profundamente, em grupo, os conflitos, tanto na esfera dos relacionamentos pessoais, como o material do inconsciente pessoal e coletivo. Surge assim uma linha de atuação, que já vem sendo praticada também por outros psicoterapeutas do Brasil e do mundo.

Com experiência na formação e análise de outros terapeutas, Dulcinéa oferece agora essa oportunidade única para quem deseja conhecer e vivenciar ambas as abordagens, simultaneamente.

Embora não seja uma proposta de curso de especialização, possibilita o conhecimento de ambas as linhas, deixando para os participantes a opção de participarem de outros cursos.

Objetivos
  1. Vivenciar, em grupo, de forma terapêutica, o Psicodrama e a Psicoterapia Analítica.
  2. Conhecer os principais fundamentos do Psicodrama e da Psicologia Analítica
  3. Instrumentalizar o formando em Psicologia e o Psicólogo iniciante com auto-conhecimento, conhecimentos teóricos e técnicas que facilitem o seu trabalho como psicoterapeuta.
  4. Aprofundar o conhecimento de si mesmo.
  5. Otimizar a capacidade de perceber a si mesmo e ao outro
  6. Desenvolver as habilidades de ouvir, diagnosticar e fazer intervenções terapêuticas.
  7. Desenvolver o papel e a persona de psicoterapeuta.

Metodologia

Encontros semanais de três horas de duração, distribuídas entre a vivência terapêutica, processamento da sessão, introdução de conteúdos teóricos e indicação de leitura:

Outras informações

- Dia e horário - às terças-feiras das 19 às 22h.
- Participantes - Psicólogos e formandos em Psicologia - Grupo limitado a oito participantes.
- Investimento financeiro: R$ 600,00 mensais. Local CLSW 300B, bloco 3 sala 20 – Sudoeste.
- Como ingressar - Marcar entrevista com Dulcinéa Cassis, pelo telefone 61 8237-9227 – Pode ser por Whatsap ou pelo e-mail dcassis@gmail.com.

Data prevista de início - A partir de abril, assim que completar o número de participantes.

Dulcinéa Cassis – Psicóloga CRP 01-3713, formada pelo UniCeub em 1980, título de psicodramatista pela FEBRAP, formada pela SOVAP, SP em 1987, com pós graduação em Psicodrama pela Universidade São Marcos, SP. Participou de diversos grupos de estudos e terapias em abordagens corporais, e formação em Psicologia Profunda de 2003 a 2007 pelo Instituto Aion - DF. Foi supervisionada por mais de cinco anos pela psicóloga Christina Freire – SP, criadora do Somatodrama. Submeteu-se a psicoterapia e análise por mais de quinze anos com renomados profissionais. Atua como psicoterapeuta desde 1981. Já ministrou diversos cursos e aulas como professora convidada em entidades formadoras, filiadas à FEBRAP, da qual participou de sua diretoria nacional. Autora do livro “Bola de Cristal e Varinha de Condão”- Para entender transformar e amar – LGE Editora, 2009. www.dulcineacassis.com



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Crianças, Pais, Avós e Consumismo!

Certa vez, há muitos anos atrás, eu havia me mudado para um apartamento e comentei com uma amiga que, quando viessem os netos, eu não teria muito espaço para recebe-los. Para o meu consolo, minha amiga disse, pela sua própria experiência, que os netos de hoje adoram mesmo é sair, passear e ir ao shopping.

Hoje, avó do Martin e da Luana, posso constatar essa verdade. Quando estou com eles,  querem é passear, ou no parque, ou no shopping, ou em qualquer lugar. O certo é que essa geração não é nada caseira, quer ver o mundo, quer conhecer, quer explorar!

Qual será a consequência disso na Educação das crianças? Que hábitos estamos nutrindo e incentivando em nossas crianças?

Em primeiro lugar, quero lembrar que atualmente, como já escrevi em outra ocasião, o pai tornou-se hoje muito mais participante da educação e cuidado dos filhos. As avós hoje, apesar de ainda ajudarem muito no cuidado dos netos, já não tem tanta voz ativa, como antigamente, quando  não havia acesso fácil à informação pública e as filhas ouviam e aprendiam com as suas mães. Os pais de hoje em dia, leem se informam, combinam entre o casal o que querem para seus filhos e desejam que esse modelo de educação escolhido, com suas diretrizes, seja  respeitado pelos avós, que naturalmente, podem ter outros pensamentos a respeito.

Já não é fácil duas pessoas entrarem em consenso, imagina se precisarem satisfazer as diretrizes de mais quatro ou mais pessoas (hoje em dia existem os avós afetivos, cônjuges do segundo casamento dos avós)? Cada qual tem seus valores e histórias da sua própria criação e da criação de seus filhos.

Muitas vezes, os avós tentam corrigir, ou trabalhar seus sentimentos de culpa em relação  a educação dos filhos, tentando interferir na educação dos netos. Ou então, por outro lado, acham que seu modelo foi perfeito e que os filhos devem seguir à risca. Esquecem-se de que o mundo hoje está diferente do mundo de 20 ou trinta anos atrás!

Na minha visão, papel dos avós é amar! É estar junto naquilo que precisarem! É respeitar as orientações dos pais. Se não concordar, chamar para conversar, longe da criança, e colocar seu ponto de vista. Mas nunca criticar na presença das crianças e, muito importante,  sempre respeitar o que foi combinado. Coerência na diretriz educacional é fundamental!

Mas o tema principal desse post é: Será que é melhor ficar em casa ou sair com as crianças? Será que a habitualidade de shoppings pode interferir na educação das crianças?

Tento responder: Em minha visão, tudo depende dos valores dos pais, da amorosidade,  da forma como se lida com cada situação.

Outro dia, numa loja do Shopping, presenciamos uma triste cena: uma menina que talvez estivesse querendo alguma coisa, ser tratada com violencia pela mãe.

Ora, você leva a criança no Shopping, mostra a ela um monte de coisas que você não vai comprar, ela pede e você a castiga?  Penso que não é por aí…  Em primeiro lugar, se a criança já tem idade para querer, ela já pode entender o que você fala. Pode explicar os motivos e levá-la dali com carinho, chamando a atenção para outros estímulos.

Outro aspecto é a relação que os pais possuem com o consumismo. Pais consumistas, que compram tudo o que veem, irão, por imitação, gerar nos filhos também o desejo de consumo.

Por outro lado, às idas aos Shoppings podem se tornar uma grande oportunidade de ensinar os pequenos a terem uma boa relação com os apelos consumistas. Mostrar a eles que existem muitas coisas que podem ser compradas, mas que nem sempre elas satisfazem os nossos desejos mais profundos.

Ensinar que existem outras alegrias, como estar juntos e encontrar pessoas queridas!

Como dizia Sócrates, em seus passeios pelo comércio de Atenas: "Quantas coisas há no mundo das quais não preciso!"